Para hoje, os investidores aguardam indicadores e balanços americanos e discursos de dirigentes do Fed. O petróleo recua e pesa também, enquanto os juros das treasuries estão mistos e o dólar sobe.
No Brasil, este ambiente de cautela no exterior deve adicionar desconforto aos mercados locais que vêm sendo impactados pelas questões fiscais. O foco de atenção continua sendo as fontes de recursos para o programa social Auxílio Brasil, a possibilidade do descumprimento do teto dos gastos, as indefinições sobre a PEC dos precatórios na Câmara e a reforma do IR no Senado.
Estes temas devem continuar impactando o dólar vs. real e, consequentemente, pesando nas expectativas de inflação, exigindo uma política monetária mais contracionista e penalizando o PIB.
Neste ambiente, o mercado já precifica majoritariamente elevação de 1,25 p.p. da Selic na reunião do Copom da semana que vem. Na bolsa, além do exterior negativo e dos aspectos fiscais, os investidores devem repercutir o relatório de produção da Petrobras do 3T21, divulgado ontem à noite. Por fim, o pronunciamento do ministro da economia, Paulo Guedes, feito ontem, após o fechamento do pregão, pode adicionar volatilidade aos negócios nesta quinta-feira.
Agenda econômica 22/10
Brasil: O leilão do Tesouro de LFT, NTN-F e LTN está programado para 11 hrs. A Comissão Especial da Câmara para PEC dos precatórios tem nova reunião para discussão e votação do parecer da matéria, às 14h30. O ministro da Economia fala em evento às 19hrs.
EUA: os pedidos semanais de auxílio desemprego saem às 9h30; as vendas de moradias usadas em setembro serão divulgadas às 11hrs. Os balanços da AT&T e American Airlines serão reportados antes da abertura do mercado, enquanto Intel e Whirlpool, após o fechamento.