Os mercados acionários na Europa também recuaram, mesmo após a divulgação do balanço do Barclays, acima do esperado, em Londres. Já nos Estados Unidos, esse sentimento de aversão ao risco, foi em alguma medida atenuado por dado de emprego animador e balanços corporativos positivos no país, e assim, as bolsas fecharam sem
um viés único. Em relação às commodities, o petróleo fechou em queda, em meio ao sentimento de cautela, dólar mais forte e realização de lucros. O minério de ferro teve queda forte, de 5,6%, nesta madrugada.
No Brasil, além do reflexo internacional, as tensões ao redor do cenário fiscal seguiram preocupando os investidores. Além das preocupações a respeito do Auxílio Brasil, que pode exigir recursos além do teto de gastos e dar sinais de quebra de responsabilidade fiscal, o mercado aguardou a votação da PEC dos precatórios que foi cancelada por dois dias seguidos na semana. Desta forma os juros futuros fecharam em forte alta, e o dólar avançou 1,92% cotado aos R$ 5,67.
O Ibovespa fechou com queda forte 2,75% aos 107.735 pontos. Além dos papéis de empresas ligadas a commodities, que acompanham o desempenho negativo das matérias-primas no exterior, as quedas mais fortes foram de ações mais sensíveis à alta de juros, como o setor imobiliário, e as de empresas de estatais, por serem mais sensíveis à percepção de risco.