Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre com entrega prevista para março subiu 1,05%, a US$ 4,3915 por libra-peso, enquanto a tonelada do metal para três meses na London Metal Exchange (LME) avançava 1,16%, para US$ 9645,00 a tonelada por volta das 15h16 (de Brasília).
Para o TD Securities, o potencial aumento de royalties e impostos sobre o setor de mineração no Chile sob o recém-eleito presidente Gabriel Boric, juntamente com os bloqueios que interromperam a produção em uma importante mina peruana, oferecem suporte ao metal vermelho, levando em conta que os países são os dois maiores produtores globais de cobre.
Para o banco, além das interrupções no fornecimento até o final de 2021, ao olharmos para o novo ano, as correntes cruzadas da demanda mais fraca manterão os preços em uma faixa de negociação bastante restrita. “Afinal, o crescimento está desacelerando devido ao impacto da desalavancagem chinesa, junto com o impulso fiscal dos Estados Unidos se transformando em um obstáculo, enquanto a crise imobiliária chinesa continua sendo um risco de queda para a demanda de matérias-primas”, conclui.
Segundo a Capital Economics, a produção global de aço se contraiu em termos anuais em novembro, principalmente devido à queda na produção na China. Embora o racionamento de energia no país tenha chegado ao fim no mês passado, não há sinais de aumento no fornecimento de aço e, dada a expectativa de que a demanda por aço relacionada à construção permanecerá moderada, uma recuperação sustentada na produção de aço da China parece improvável nos próximos meses, projeta a consultoria.
Entre outros metais negociados na LME, a tonelada do alumínio subia 2,54%, para US$ 2824,00, a do níquel avançava 1,76%, a US$ 19960,00, a do chumbo tinha alta de 0,98%, a US$ 2318,00, a do zinco subia 3,40%, a US$ 3544,00, e a do estanho recuava 0,22%, a US$ 38600,00.