Balanços corporativos e as tensões envolvendo a Rússia contra países da Europa e os Estados Unidos também foram monitorados. Nos Estados Unidos foi divulgada a inflação medida pelo PCE, que veio em linha com o consenso de mercado e provocou uma reação discreta nos preços dos ativos no momento da divulgação. De qualquer maneira, a inflação continua pressionada, o que apoia as apostas consolidadas ao longo desta semana de que o Federal Reserve deve aumentar os juros no país em março. Os investidores também monitoraram balanços corporativos que decepcionaram, como o da Caterpillar e Chevron, enquanto as ações da Apple exibiam alta firme repercutindo balanço positivo divulgado ontem.
Nesse ambiente, as bolsas em Nova York tiveram comportamento misto ao longo da sessão, mas no final encerraram em alta. Aqui no Brasil, após três sessões consecutivas de alta, o pregão foi de correção. O Ibovespa fechou com queda de 0,62% aos 111.910 pontos. As ações da Vale e Petrobras recuaram mesmo com a alta em torno de 1% do petróleo no mercado internacional e a cotação do minério de ferro tendo subido 5,59% na China.
Apesar da queda de hoje, o Ibovespa fechou a semana com alta acumulada de 2,72%. Já o dólar fechou em queda ante o real (-0,62%), cotado aos R$ 5,39. Na agenda econômica local da semana que vem, a reunião do Copom será o destaque. No exterior, o destaque fica por conta dos dados de mercado de trabalho nos EUA.