Nas próximas horas, as atenções vão se voltar para os resultados das reuniões do BCE e do BoE. A expectativa é que o BC inglês eleve seu juro básico pela segunda vez consecutiva. Já o BCE segue relutante em apertar sua política monetária, embora a inflação esteja em nível recorde.
No noticiário macroeconômico, o PMI de serviços da zona do euro caiu um pouco mais do que inicialmente estimado em janeiro, em meio aos efeitos da disseminação da variante Ômicron do novo coronavírus, mas permaneceu acima da marca de 50 que indica expansão de atividade. Os PMIs equivalentes de Alemanha e Reino Unido, por sua vez, avançaram no último mês. Ainda no bloco, a taxa anual de inflação ao produtor (PPI) atingiu 26,2% em dezembro.
Às 7h53 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,14%, a de Frankfurt recuava 0,51% e a de Paris cedia 0,38%. Já as de Milão, Madri e Lisboa tinham perdas de 0,49%, 0,31% e 0,44%, respectivamente.
O fraco desempenho dos índices futuros de Nova York contribui para falta de apetite por risco na Europa. No horário acima, os futuros das bolsas americanas exibiam quedas de 0,30% a mais de 2%, após a Meta Platforms (controladora do Facebook) decepcionar com seu último balanço trimestral.
Por outro lado, a petrolífera anglo-holandesa Royal Dutch Shell divulgou lucro maior do que o esperado durante a madrugada, e sua ação subia 1,6% em Londres.
No mercado de câmbio, que também aguarda as decisões do BCE e do BoE, o euro caía a US$ 1,1279, de US$ 1,1310 no fim da tarde de ontem, e a libra recuava a US$ 1,3543, de US$ 1,3573 ontem.