No Brasil, os investidores também adotaram uma postura mais defensiva com forte queda do Ibovespa e alta do dólar. Ao final do pregão, o Ibovespa era negociado aos 111.593 pontos, com queda de 2,52% e giro financeiro de R$ 41 bilhões. O dólar vs. real, por sua vez, encerrou com alta de 0,03%, cotado a R$ 5,08. Em dia de agenda econômica esvaziada, além do cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a reunião de integrantes do governo e Petrobras sobre medidas para amenizar o repasse da defasagem entre o preço do petróleo no mercado internacional para o preço dos combustíveis.
Entre as blue chips, destaque negativo para a Petrobras e para o setor financeiro. As ações PN de Gol e Azul também fecharam em forte baixa, pressionadas pela alta do petróleo, uma vez que o combustível usado pelas companhias aéreas é o querosene, derivado da commodity. O setor varejista também teve
perdas, diante dos riscos de aumento de preços e redução do poder de compra. No mercado de juros, a piora na percepção de risco e a virada do dólar para cima puxaram máxima nas taxas de juros em vários pontos da curva a termo. O petróleo fechou em forte alta em meio a conversas sobre embargos à exportação de energia russa.