Em termos de dados econômicos, destaque para a divulgação do CPI nos Estados Unidos que, mais uma vez, surpreendeu o mercado para cima. O indicador avançou 7,9% na variação anual em fevereiro, o maior desde 1982. Já o núcleo teve incremento anual de 6,4%. Este resultado (que ainda não considera a inflação de guerra) coloca ainda mais pressão no BC americano.
No Brasil, além do cenário internacional, o destaque do dia foi a aprovação no Senado do projeto que cria uma conta de estabilização dos preços dos combustíveis no país, incluindo um auxílio para motoristas de baixa renda de até R$ 3 bilhões e a ampliação do vale gás pago a famílias carentes. A notícia foi bem recebida pelo mercado, já que por ora a aprovação afasta medida de intervenção na formação de preços.
Assim, o Ibovespa desacelerou a queda e fechou aos 113.663 pontos, recuo de 0,2% e giro financeiro de R$ 39 bilhões. O dólar vs. real, por sua vez, desacelerou a alta e fechou cotados aos R$ 5,02, com alta de 0,11%. Dentre os setores, destaque negativo para o setor de varejo e tecnologia. Ainda foram relevantes no dia o reajuste dos combustíveis pela Petrobras e a divulgação das vendas no varejo de janeiro e criação de postos de trabalho (dados do Caged) que surpreenderam os investidores de forma positiva. Na agenda desta sexta-feira, destaque para a divulgação do IPCA de fevereiro.