Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange, o cobre para maio encerrou a sessão em alta de 1,63%, a US$ 4,7095 a libra-peso. Já na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses subia 1,65%, a US$ 10.325,50, por volta das 14h48 (horário de Brasília).
A demanda por commodities está se estabilizando, sinalizando que o impacto dos bloqueios chineses está começando a diminuir, aponta o TD Securities, lembrando que os novos casos assintomáticos relatados em Xangai caíram 11% em relação ao dia anterior, enquanto a cidade aliviou as restrições de mobilidade em algumas regiões. Ainda assim, o banco acredita que a batalha do país contra a covid-19 está longe de terminar.
Sobre o panorama geral, a Capital Economics aponta que também houve interrupções na produção de minas de cobre na América Latina. Os últimos dados oficiais mostram que o cobre extraído no Chile caiu 7% na comparação anual em janeiro e fevereiro, aponta a consultoria, lembrando que a oferta do Peru também deve sofrer no curto prazo, à medida que os protestos civis se intensificam devido ao aumento da inflação. “O crescimento mais lento em outros lugares, particularmente nas principais regiões de exportação da Europa, EUA e Japão, também reduzirá a demanda da China por cobre usado em produtos industriais, avalia.
A previsão da Capital Economics para o final do ano é de US$ 8.500 por tonelada do cobre. “Mas reconhecemos que a maior parte dos riscos para a projeção permanecem positivos na forma de maiores interrupções no fornecimento na América Latina e na Rússia, além de mais estímulos políticos na China.
Entre outros metais negociados na LME, no horário citado acima, a tonelada do alumínio avançava 0,88%, a US$ 3.280,00; a do chumbo subia 2,22%, a US$ 2.417,50; a do níquel tinha alta de 0,37%, a US$ 32.600,00; a do estanho cedia 0,97%, a US$ 43.000,00; e a do zinco marcava valorização de 3,23%, a US$ 4.412,00.