Após o feriado do Memoral Day, o petróleo WTI para julho fechou em baixa de 0,35% (US$ 0,40), a US$ 114,67, na primeira sessão da semana na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para agosto caiu 1,70% (US$ 2,00), a US$ 115,60 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).
Ambos os contratos ficaram próximos a US$ 120 por barril na máxima intraday, mas viraram para o negativo depois do WSJ reportar que alguns membros da Opep avaliam suspender a Rússia no acordo de produção com aliados do grupo, a Opep+. A retirada de Moscou poderia abrir espaço para que a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e outros produtores da Opep impulsionem sua produção, de acordo com as fontes.
Mais cedo, o petróleo operava em alta, com o otimismo garantido pela reabertura de grandes cidades chinesas, como Xangai e Pequim, após os recentes e severos lockdowns e a expectativa por aumento na demanda pelo óleo. Paralelamente, ontem, a União Europeia chegou a um acordo e anunciou o embargo ao petróleo russo. De acordo com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, a decisão deve ter efeito imediato sobre dois terços das importações do combustível pelo bloco e, segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deve reduzir as importações do petróleo russo em 90% até o fim deste ano. Depois do anúncio do sexto pacote de sanções à Moscou, o bloco prometeu que irá revisar “o mais breve possível” o dispositivo que isenta “temporariamente” as entregas por oleodutos do embargo.
Em relatório, a Eurasia Group destaca que o movimento pela UE havia sido amplamente antecipado pelo mercado, o que provocou apenas uma alta modesta e temporária nos preços. A consultoria ressalta que a volatilidade no mercado de petróleo diante do atual contexto, mas afirma esperar preços em níveis elevados em meio à temporada de viagens de carro nos Estados Unidos e um mercado ainda mais apertado na UE. O embargo deve reduzir as importações pelo bloco entre 1 e 1,5 milhão de barris por dia, que devem ser direcionados à China ou Índia com descontos, afirma a Eurasia. Em relatório, é destacado que as pressões negativas não se dissiparam totalmente, com os riscos de recessão pelo mundo, inflação crescente e gargalos de oferta.