Por volta de 06h50 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,10%, aos 442,90 pontos. Em Londres, o FTSE 100 tinha baixa de 0,12%, puxada pelo tombo ao redor de 12% da multinacional russo-britânica de fabricação e mineração de aço Evraz. Em Frankfurt, o índice DAX subia 0,31%, enquanto o parisiense CAC 40 tinha alta de 0,14%.
No cenário local, ficou no foco a divulgação de dados de economias europeias. Na zona do euro, a taxa de desemprego de abril ficou estável em 6,8%, em relação ao nível de maio. Já o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial do bloco recuou ao menor nível em 18 meses, enquanto o da Alemanha teve alta marginal, a 54,8, e o do Reino Unido teve baixa em linha com o previsto. Na principal potência europeia, as vendas no varejo tiveram forte queda de 5,4% entre março e abril.
“Atualmente, achamos que preços mais altos e condições financeiras mais apertadas estão fazendo sua parte para suprimir a demanda” dos consumidores, diz o Rabobank, ao comentar o desempenho do setor varejista alemão em relatório.
Sobre o desemprego na zona do euro, o ING destaca o aperto contínuo no mercado de trabalho da região apesar do arrefecimento da economia. “Esta é mais uma confirmação para o BCE de que é apropriado subir os juros”, avalia o banco holandês.
Agora, o mercado aguarda comentários à respeito da política monetária da entidade. Nesta manhã, Lagarde falará em evento do BIS. Mais tarde, o economista chefe do BCE, Philip Lane, também participará de evento, enquanto o integrante do conselho da entidade Fabio Panetta testemunhará perante o Comitê de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu.
Segundo a Reuters, os economistas do Deutsche Bank agora preveem que ao menos uma das duas elevações do juro pelo BCE no terceiro trimestre seja de 50 pontos-base, ao invés de 25 pontos, como é esperado. Para o banco, é provável que o aumento mais forte venha em setembro, ao invés de julho. A visão da instituição é corroborada pelo presidente do BC da Áustria e dirigente do BCE, Robert Holzmann, que disse à Bloomberg que uma alta de meio ponto porcentual daria o sinal claro necessário de que o BC comum está focado em combater a inflação.
Entre outras praças europeias, o índice FTSE MIB, de Milão, subia 0,19%, o madrilenho IBEX 35 caía 0,19% e o lisboeta PSI 20 aumentava 0,15%. No câmbio, o euro depreciava a US$ 1,0726, a libra tinha baixa a US$ 1,2591 e o índice DXY do dólar subia 0,15%, aos 101,905 pontos.