A maior parte das bolsas da Europa encerrou o dia com ganhos acima de 1%, enquanto os mercados norte-americanos operam em quedas leves – com destaque para o esboço de uma possível recuperação do Nasdaq, o índice que mede a variação das ações de tecnologia.
Como o documento do Banco Central dos Estados Unidos será publicado apenas às 15h é possível que os investidores estejam evitando maiores alocações de risco antes do conteúdo, já que todos querem saber a avaliação dos dirigentes sobre as condições econômicas, especialmente qual a chance de uma recessão.
Neste cenário, as commodities também têm sido penalizadas, com um recuo dos preços do minério de ferro na madrugada e o petróleo operando abaixo da marca dos US$ 100/barril. O dólar, segundo o índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, também segue em alta disseminada mundo afora, atingindo a máxima em quase duas décadas durante a manhã.
Internamente, as movimentações em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Benefícios, que segue em tramitação na Câmara, trazem incertezas fiscais para o próximo ano, limitando uma postura mais construtiva e penalizando os nomes mais líquidos do Ibovespa.
Assim, às 14h05 o índice tinha queda de 0,23%, aos 98.073 pontos e giro financeiro projetado de R$ 21,3 bilhões para o dia. No mercado de câmbio, o dólar subia 0,96% no mesmo horário, aos R$ 5,44, enquanto as taxas de juros futuras também se ajustavam em alta diante da pressão inflacionária do câmbio e das incertezas no âmbito das contas públicas.
De forma granular, em um movimento aparentemente técnico, as ações de empresas ligadas a varejo, educação, saúde e tecnologia – mais impactadas recentemente pelos ajustes de alta na curva de juros futuros – estiveram entre as principais altas do Ibovespa, enquanto neste movimento de rotação de setores os ativos ligados à commodities são novamente os mais penalizados.
Fora dessa seara, os papéis da Hypera (HYPE3) lideram os ganhos do dia, refletindo rumores no mercado sobre uma potencial incorporação de negócios da farmacêutica por concorrentes não listados, como Eurofarma e Grupo NC – algo refutado pela empresa até o momento.