Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para setembro encerrou a sessão em baixa de 1,40%, a US$ 3,5220, com recuo semanal de 2,27%. Por volta das 14h20 (de Brasília), o cobre para três meses cedia 0,81%, a US$ 7.796,00 por tonelada, em desvalorização de 3,13% na semana. Ambos os contratos estão nos menores níveis desde o final de 2020.
O metal havia registrado salto de mais de 4% na véspera, depois de sinais de que a China prepara mais um pacote de estímulos econômicos. Analistas, no entanto, avaliam que o cenário chinês ainda é incerto, até por conta da política dura no combate ao coronavírus.
“Não prevemos que a perspectiva de metais básicos – incluindo cobre – melhore até que vejamos uma mudança na demanda chinesa”, disse o chefe de commodities e gerente de portfólio do DWS Group, Darwei Kung.
Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho informou hoje que o país gerou 372 mil empregos em junho, segundo dados divulgados hoje pelo Departamento de Trabalho. O resultado superou a mediana de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, de criação de 275 mil vagas.
O indicador afasta os temores de recessão na maior economia do planeta, pelo menos por enquanto, mas também corrobora a postura agressiva do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) no processo de aperto monetário.
Entre outros metais negociados na LME, no horário citado acima, a tonelada do alumínio subia 0,18%, a US$ 2.452,00; a do chumbo baixava 2,41%, a US$ 1.924,50; a do níquel subia 1,36%, a US$ 21.690,00; a do estanho caía 2,26%, a US$ 25.120,00; a do zinco cedia 1,01%, a US$ 3.085,50.
*Com informações da Dow Jones Newswires