Yellen ressaltou que o recurso retiraria de Moscou uma parcela importante da receita da qual depende para financiar a guerra na Ucrânia. “Também ajudará a manter a oferta global de petróleo, ajudando a pressionar os preços para os consumidores nos EUA e globalmente em um momento em que os preços da energia estão em alta”, explicou.
A secretária comentou que espera que China e Índia, dois dos principais clientes do petróleo russo, entendam que o limite às cotações serviria a seus interesses. Ainda assim, ela avalia que, mesmo sem a adesão dos países asiáticos, muitos dos mercados que importam da Rússia serão afetados pelo embargo a serviços financeiros e de seguro imposto pela União Europeia.
A imposição de um limite ao preço do petróleo russo começou a ser discutida no mês passado no âmbito da cúpula do G7, na Alemanha. O tema tem sido negociado com economias asiáticas, particularmente China e Índia, que resistem a impor sanções à Rússia pela invasão da Ucrânia.