Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para setembro encerrou a sessão em baixa de 3,34%, a US$ 3,2115 a libra-peso. Por volta das 14h10 (de Brasília), na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses perdia 3,51%, a US$ 7.140,00 por tonelada.
Os mercados passaram a precificar um ritmo bem mais agressivo de aperto monetário nos Estados Unidos depois que dados apontaram para a persistência da inflação no país. O cenário pressionou as commodities no geral, com o petróleo abaixo de US$ 100 por barril.
Ontem, o Departamento do Trabalho informou que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) saltou 9,1% na comparação anual de junho, o maior avanço desde 1981. Hoje, o governo revelou que o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) aumentou 11,3% também no confronto anual do mês passado.
“Os últimos dados de inflação dos EUA desencadearam uma ampla venda em todo o complexo de metais industriais”, informou o ING, em relatório. “A preocupação de que a impressão do CPI acima do esperado levaria a uma ação mais agressiva do Fed pesou sobre os ativos de risco”, acrescentou.
O TD Securities explica que os sinais de demanda por cobre estão sendo distorcidos pelo movimento de saída de fundos de commodities. “O cobre provavelmente terá um desempenho inferior ao de outros metais neste contexto, dado que o metal vermelho está exibindo forte assimetria em relação a movimentos de baixa na demanda, refletindo menos riscos de oferta”, avalia.
Entre outros metais negociados na LME, no horário citado acima, a tonelada do alumínio cedia 1,23%, a US$ 2.330,00; a do chumbo baixava 5,33%, a UJS$ 1.828,50; a do níquel recuava 8,38%, a US$ 19.240,00; a do estanho caía 4,98%, a US$ 24.230,00, na mínima intraday; a do zinco perdia 2,35%, a US$ 2.865,00.