Nesta sexta-feira, o clima foi positivo no exterior, apesar de indicadores frustrantes da economia da China que foram divulgados ontem à noite, como o PIB do segundo trimestre (+0,4%), que subiu bem abaixo do esperado (+0,9%).
Nesta sexta-feira, o clima foi positivo no exterior, apesar de indicadores frustrantes da economia da China que foram divulgados ontem à noite, como o PIB do segundo trimestre (+0,4%), que subiu bem abaixo do esperado (+0,9%).
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O que animou os investidores e motivou o apetite por risco na sessão de hoje foram dados acima do esperado nos Estados Unidos e discursos de dirigentes do Fed, o banco central norte-americano, que atenuaram os temores de que a maior economia do planeta entre em recessão e enfraqueceram as apostas de alta de 100 pontos base nos juros. O índice de sentimento ao consumidor subiu de 50 para 51,1 entre junho e julho, de acordo com leitura preliminar feita pela Universidade de Michigan.
O resultado superou a expectativa de analistas que esperavam estabilidade do dado. E os dados do varejo americano mostraram alta de 1,0% em junho ante maio, ante previsão de 0,9%. Nesse cenário, as bolsas da Europa e os mercados acionários em Nova York fecharam em alta e o dólar no exterior recuou ante as demais moedas, abrindo espaço para a alta nos preços do petróleo. Os preços da commodity avançaram, refletindo a informação de que autoridades não esperam que o presidente dos EUA, Joe Biden, encerre a viagem à Arábia Saudita com um acordo de aumento da produção.
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A notícia fez com que o petróleo deixasse de lado as preocupações com a demanda, reforçadas por dados divulgados pela China. Aqui no Brasil, os ativos domésticos se beneficiaram de uma recuperação do apetite ao risco no exterior. O Ibovespa fechou em alta de 0,45%, aos 96.551 pontos com giro financeiro de R$ 20,4 bilhões. Já o dólar, em linha com o comportamento da moeda americana no exterior, fechou com queda de 0,52%, a R$ 5,40. Apesar dos riscos na China, com minério em queda, e dados de atividade mais fracos, as ações das siderúrgicas se valorizaram, ficando entre as maiores altas do dia. Na agenda econômica da próxima semana, destaque para o IGP-10 de julho no Brasil.
No exterior, o foco será o encontro do Banco Central Europeu, na quinta-feira. A inflação pressionada no bloco deverá levar a autoridade monetária a iniciar o ciclo de aumento de juros, com uma alta de 0,25 pontos percentuais.
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