“(Os preços-alvo são) apoiados pelas perspectivas de crescimento de cada empresa e expectativas de um ambiente de alta para os preços do petróleo nos próximos anos”, comentam os analistas Monique Greco, Eric de Mello e Julia Passabom.
Os analistas afirmam que, desde que começou a se aprofundar nos produtores independentes de petróleo brasileiros, que vêm crescendo com a aquisição de campos maduros da Petrobras – principalmente as empresas supracitadas -, percebeu dois temas comuns nas conversas entre analistas e investidores: o agrupamento geral dessas empresas como “juniores” e o uso de uma única proporção, a que usa a relação entre valor da empresa e reservas (EV/Reservas).
“São de fato pequenas empresas (quando comparadas com a Petrobras) que estão desenvolvendo recursos naturais, que é a definição básica de uma empresa júnior. Dito isso, o rótulo ‘júnior’ provavelmente não se adequa mais a essas empresas, uma vez que seus volumes de produção e valor de mercado já superaram significativamente os níveis esperados para empresas juniores”, avaliam os analistas.
Para os profissionais, a prática comum de agrupar essas empresas como “juniores” e compará-las usando uma proporção, até certo ponto, míope (como o EV/Reservas) pode não considerar diferenças fundamentais que tornam suas teses de investimento únicas.
“Para ajudar os investidores a avaliar as especificidades de cada uma dessas empresas, exploraremos algumas das características diferenciadoras de suas carteiras, suas vantagens competitivas únicas, sua exposição ao risco e suas perspectivas de crescimento”, acrescentam Greco, Mello e Passabom.