Na London Metal Exchange (LME), o metal para três meses cedia 0,47%, a US$ 8.048,50 por tonelada, por volta de 14h25 (de Brasília).
A pressão exercida pelo câmbio nas commodities metálicas teve como contrapeso sinais sobre a demanda e oferta de metais da China. No gigante asiático, o Partido Comunista tem instruído as autoridades locais a aumentarem o apoio financeiro a diversos setores da economia, inclusive o imobiliário, grande consumidor de metais básicos.
Na seara monetária, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) realizou cortes de juros que miram suporte a empréstimos de longo prazo, segundo a chefe do setor de pesquisa em renda fixa do escritório do Julius Baer na Ásia, Magdelene Téo. Segundo ela, porém, a medida terá impacto limitado no crescimento da demanda por crédito, já que os bancos chineses continuam relutantes em emprestar dinheiro ao setor imobiliário, que enfrenta uma crise severa de liquidez.
Do lado da oferta, a Capital Economics destaca que a produção global de alumínio pode cair ainda mais nos próximos meses, devido ao racionamento de energia à indústria da China, provocado por uma onda de calor no país. Uma oferta “restrita e os baixos estoques devem evitar que os preços do alumínio caiam ainda mais”, diz a casa.
Entre outros metais negociados na LME sob mesmo vencimento e no mesmo horário, a tonelada do alumínio tinha baixa de 0,02%, a US$ 2.393,00, a do chumbo cedia 1,83%, a US$ 2.010,50, a do níquel subia 1,33%, a US$ 22.395,00, a do estanho tinha queda de 0,83%, a US$ 24.500,00, e a do zinco ganhava 0,56%, a US$ 3.510,00.