A subida de tom do Banco Central brasileiro em discursos do presidente da instituição, Roberto Campos Neto, e do diretor Bruno Serra freou a precificação de corte da Selic em 2023. Para a reunião de setembro de 2022, a aposta em manutenção nos atuais 13,75% a.a. continua majoritária, mas perdeu força em relação à de elevação de 0,25 p.p.
Os ajustes impõem alta dos juros futuros, após a leitura de um BC focado em conter exageros nas expectativas de redução da taxa básica de juros, a partir da afirmação de Campos Neto de que o Copom vai avaliar “um possível ajuste final”.
Na bolsa, o sinal do BC pesou negativamente e, ainda, se soma à cautela pré feriado com manifestações pelo Brasil. Assim, ao final do pregão, o Ibovespa encerrou aos 109.764 pontos, com queda de 2,17% e giro financeiro de R$ 31 bilhões. O recuo do petróleo penalizou as ações da Petrobras, potencializando a baixa.
Já o dólar vs. real renovou às máximas ao longo do dia e fechou o dia com alta de 1,63%, cotado a R$ 5,24, puxado pelo comportamento da moeda no mercado internacional e juros dos treasuries. Nesta quarta-feira, o feriado do dia da independência deixa os mercados brasileiros fechados.