Após a decisão, a presidente do BCE, Christine Lagarde, indicou que há mais altas por vir, porém reforçou que a alta de 75 pontos base não é uma regra. Nos EUA, Jerome Powell, presidente do banco central norte-americano, fez pronunciamento reforçando a postura firme, pelo Fed, ao combate à inflação, e deu ênfase de que o mercado de trabalho, por lá, segue “muito forte”. Nesse contexto, as bolsas europeias fecharam, em sua maioria, no positivo, com exceção do Dax, em Frankfurt, que encerrou levemente negativo. Em NY, a postura novamente dura de Powell pressionava os principais índices que caiam aproximadamente 0,5% no começo da tarde.
No Brasil, após uma manhã positiva, se ajustando a sessão anterior dos mercados internacionais, à tarde é de correção e acompanhamento dos índices americanos. Por aqui, logo pela manhã o IGP-DI de agosto mostrou deflação de 0,55%, em linha com as projeções. Porém, a expectativa local é para o IPCA, também de agosto, que será conhecido na sexta-feira e deve mostrar mais um mês de queda da inflação. Contudo, a semana iniciou com os pronunciamentos de Roberto Campos Neto e Bruno Serra, na segunda e terça-feira, respectivamente, que sinalizaram com um possível aumento residual da Selic na próxima reunião, e assim o clima de maior cautela e desestímulo para ativos de risco, que se iniciou na terça-feira véspera de feriado, dá continuidade na sessão desta quinta-feira.
Às 13h30 o Ibovespa caia 0,82% cotado aos 108.859 pontos. No câmbio, o dólar ante o real também recuava, acompanhando o comportamento da moeda lá fora. Desta forma, negociava com queda de 0,18%, a R$ 5,23.