De qualquer forma, os últimos indicadores da região não favorecem o apetite por risco. Na zona do euro, as vendas no varejo tiveram queda mensal de 0,3% em agosto, apenas um pouco menor do que o recuo de 0,4% projetado por analistas, enquanto na Alemanha, que vem sentindo com mais força os efeitos da crise energética deflagrada pelo conflito russo-ucraniano, as encomendas à indústria sofreram um tombo bem maior do que o esperado, também em agosto, de 2,4%.
Nesta manhã, o BCE irá divulgar ata de sua última reunião de política monetária, quando elevou seus juros básicos em 75 pontos-base em nova tentativa de controlar a inflação recorde na zona do euro. Desde então, o avanço dos preços no bloco não deu trégua.
Além disso, vários dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) falam ao longo do dia, em meio a dúvidas sobre o ritmo em que a instituição pretende aumentar seus juros até o fim do ano.
Às 6h58 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,44%, a de Frankfurt recuava 0,18% e a de Paris cedia 0,26%. Já as de Milão, Madri e Lisboa tinham perdas de 0,79%, 0,16% e 0,04%, respectivamente. No mesmo horário, os índices futuros de Wall Street registravam baixas em torno de 0,60%.
No noticiário corporativo, a ação da Shell tinha queda próxima de 5% em Londres, após a petrolífera anglo-holandesa alertar que seu balanço trimestral será afetado por lucro “significativamente menor” do comércio de gás natural, cujos preços vêm mostrando forte volatilidade em meio à guerra da Rússia na Ucrânia.
*Com informações da Dow Jones Newswires