No fim da tarde em Nova York, o juro da da T-note de 2 anos subia a 4,496%, o da T-note de 10 anos avançava a 4,246% e o do T-bond de 30 anos subia 4,389%.
O PMI composto americano, que engloba os setores industrial e de serviços, caiu ao menor nível dos últimos dois meses. Com exceção do início do período da pandemia de covid-19, esta foi a segunda maior queda do indicador desde 2009. O PMI de serviços também recuou no menor patamar em dois meses, enquanto o PMI industrial americano reduziu de 52,0 em setembro para 49,9 em outubro, quando o consenso do mercado era de estabilidade em 51,8.
“Os PMIs mostraram fraqueza significativa, o que é uma boa notícia para os investidores que esperam que o Fed faça uma pausa no início do próximo ano. A economia dos EUA está caminhando para uma recessão, mas não será um declínio constante, pois grande parte da economia ainda tem força”, analisa Edward Moya, da Oanda. Segundo ele, as expectativas de aumento da taxa do Fed permanecerão voláteis, mas crescem as de que uma economia mais fraca permitirá que o BC americano pause seu aperto após a reunião de política monetária de fevereiro.
O Citi comenta que a presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, sugeriu fortemente na sexta-feira que o comitê procurará diminuir o ritmo de aumentos de juros após outro aumento de 75 pontos-base na próxima semana. Os comentários seguiram um artigo do WSJ também discutindo o desejo de desacelerar, “o que torna mais provável que a opinião seja amplamente compartilhada pelo comitê”, diz o banco.
“Lemos isso como consistente com nossa expectativa de uma alta de 50pb no FOMC de dezembro”, completa.