Na Comex, divisão para metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre com entrega prevista para dezembro avançou 2,89%, a US$ 3,4725 por libra-peso. Na London Metal Exchange (LME), a tonelada do metal para três meses avançava 2,73% por volta de 14h30 (de Brasília), a US$ 7.647,00.
“Os metais industriais subiram junto com os ativos chineses quando circularam rumores nas mídias sociais de que um comitê operacional está sendo formado para avaliar uma flexibilização gradual da política de covid-zero até março”, explica o TD Securities, que ressalta que autoridades não confirmam a notícia. Entre elas, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Zhao Lijian, afirmou não estar ciente dos rumores.
O Julius Baer opina, contudo, que as preocupações com a desaceleração da economia chinesa – e em especial do setor imobiliário – devem manter os metais básicos pressionados no curto prazo. “Concordamos com essas preocupações”, diz o banco suíço. Saiu, na noite de ontem, o índice de gerentes de compras (PMI) industrial do país medido pela Caixin, que mostrou alta e contrastou com a queda do dado oficial. Apesar do avanço, o indicador segue abaixo de 50 pontos, o que indica contração da atividade manufatureira chinesa.
A longo prazo, o Julius Baer vê os metais industriais mostrando movimentos díspares, a depender de suas exposições aos problemas estruturais da China e vantagens relacionadas à transição energética global.
Entre outros metais negociados na LME sob mesmo vencimento, no horário citado, a tonelada do alumínio subia 1,06%, a US$ 2.249,00; a do chumbo avançava 1,17%, a US$ 1.990,00; a do níquel saltava 6,78%, a US$ 23.385,00; a do estanho ganhava 2,33%, a US$ 17.990,00; e a do zinco tinha alta de 2,36%, a US$ 2.752,00.