No fim da tarde em Nova York, o juro da T-note de 2 anos subia a 4,403%, o da T-note de 10 anos avançava a 3,872% e o do T-bond de 30 anos ia a 4,057%.
Em evento neste fim de semana, o diretor do Fed Christopher Waller afirmou que, apesar da desaceleração vista no CPI, “ainda há um caminho a percorrer” antes que o banco central americano pare de aumentar juros. Segundo ele, o mercado deve prestar atenção ao “ponto final” dos aumentos das taxas, não ao ritmo de cada movimento. “E o ponto final provavelmente está muito distante”, destacou, acrescentando que uma alta de 0,50 ponto porcentual nos juros está sendo estudada para dezembro ou início de 2023.
“Waller fez o possível para convencer os mercados de que as taxas ‘continuarão subindo’, apesar dos preços terem esfriado muito mais rápido do que o esperado. A missão do Fed é reduzir as expectativas do mercado de que as taxas serão cortadas no final do próximo ano. Eles querem que essa rodada de aumentos não perca eficácia e devemos antecipar que a maioria dos membros do Fed seguirá o roteiro hawkish esta semana”, avalia Edward Moya, analista da Oanda.
Hoje, a vice-presidente do Federal Reserve, Lael Brainard, reforçou o recado ao afirmar que o momento para uma moderação no ritmo de aumento nos juros americano está chegando.
Para o Danske Bank, ainda é muito cedo para o Fed dar uma guinada em direção a uma política dovish. O banco observa que a demanda global continua desacelerando, mas a inflação permanece em níveis historicamente elevados na maioria na maior parte do mundo.