Para a Oanda, temas como a determinação dos bancos centrais em aumentar as taxas de juros para colocar a inflação dentro da meta devem voltar a ser discutidos de forma dominante já no começo de janeiro de 2023. “Agora, os riscos parecem muito inclinados para baixo no que diz respeito aos aumentos em um cenário de aperto agressivo em um curto período de tempo e com muitos países enfrentando recessão. Tendo começado tarde demais, os bancos centrais agora correm o risco de apertar demais e, portanto, compensar um começo desleixado com uma saída dolorosa”, analisa Craig Erlam, economista da Oanda.
Espera-se que os rendimentos continuem subindo no início de 2023, de acordo com a BBVA Research. “Sabemos que os bancos centrais continuarão a aumentar os benchmarks das taxas de juros, embora em menor intensidade, então os rendimentos podem continuar subindo ligeiramente pelo menos na primeira parte de 2023”, dizem os analistas.