Entre os maiores aumentos, é possível destacar passagens aéreas (23,5%), sorvete (20,1%), hospedagem (18,2%) e pacote turístico (17,2%). De acordo com Nogueira, os preços devem continuar elevados em 2023, mesmo que venham a sofrer uma variação menos intensa. No caso da passagem aérea, por exemplo, as companhias indicam que os cortes no valor do querosene de aviação foram insuficientes para reverter a alta de custos nos anos anteriores.
O setor também foi bastante atingido pela pandemia da covid-19, com redução de viagens e limitação da ocupação máxima por voos. “Parte da elevação recente foi para corrigir custos represados. A passagem aérea, por exemplo, deve subir bem menos este ano do que em 2022, mas ainda fica com variação positiva”, ressalta a economista. “Eles ainda estão lutando para contornar os prejuízos do período.”
Mas para quem deseja aproveitar o verão, ainda há esperanças. Os preços de alguns produtos devem cair nos próximos meses, com destaque principal para ar-condicionado, ventilador e produtos para pele.
Segundo Nogueira, o cenário é esperado por conta da redução da demanda, que já foi observada com as fracas vendas de fim de ano e as novas promoções de 2023 para queimar estoque. A temporada mais longa de chuvas em janeiro também contribuiu para esse cenário.
Confira os itens de verão que mais subiram de preço em 2022:
| Item |
Variação no preço (%) |
| Passagem aérea |
23,5 |
| Sorvete |
20,1 |
| Hospedagem |
18,2 |
| Pacote turístico |
17,2 |
| Produto para pele |
17 |
| Refrigerante |
12,4 |
| Água mineral |
12,4 |
| Cerveja |
9,4 |
| Ar-condicionado |
8,6 |
| Ventilador |
4,6 |
| Açaí (emulsão) |
3,4 |