No fim da tarde em Nova York, o juro da T-note de 2 anos se elevava a 4,117%, o da T-note de 10 anos tinha alta a 3,490% e do do T-bond de 30 anos avançava a 3,628%.
O PIB americano cresceu ao ritmo anualizado de 2,9% no quarto trimestre de 2022, ante previsão de alta de 2,5%, conforme mediana do Projeções Broadcast. Entretanto, apesar do PIB ter vindo acima do esperado e indicar que a economia dos EUA se mantém resiliente às altas de juros do Federal Reserve (Fed), analistas do CIBC, da Oxford Economics e da Conti Capital não descartam que o país passe por uma recessão em 2023.
As operações ainda se dão em meio às expectativas para decisão do Fed na semana que vem e em meio ao “período de silêncio” de dirigentes do comitê de política monetária. Segundo o CME Group, por volta das 17h, as chances do BC americano elevar as taxas em 25 pontos-base (pb) eram de 98,1%.
Durante o dia, os rendimentos dos juros chegaram a arrefecer os ganhos, mas ainda operando em alta, após leilão de T-notes de 7 anos apresentar demanda acima da média, segundo o BMO Capital Markets.
Segundo a Capital Economics, a previsão é de que o rendimento da T-note de 10 anos caia entre agora e o fim do ano, “à medida que a inflação diminuir ainda mais e o Fed transitar para o afrouxamento monetário”. Entretanto, a consultoria destaca que sua visão poderá mudar caso haja uma demanda fraca pelos títulos. “No passado, a demanda robusta, inclusive do exterior, manteve, sem dúvida, um limite para os prêmios de prazo dos Treasuries. Mas achamos que isso pode não ser o caso desta vez”, indica.
Ainda, a consultoria destaca que, mesmo que a reabertura da China signifique que os bancos centrais da Ásia pararão de vender títulos dos Treasuries, a empresa não espera que os BCs “retornem às compras em larga escala tão cedo”, o que mexeria com a demanda do tesouro.