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Água a R$ 93: qual é o limite ético da lei da oferta e da procura?

Catástrofe provocada pelas chuvas no litoral paulista nos faz refletir sobre o limite na busca por lucro

Por Ana Paula Hornos

25/02/2023 | 7:35 Atualização: 24/02/2023 | 14:13

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Em meio à calamidade após enchentes em São Paulo, garrafa de água estava sendo vendida a R$ 93,00. Foto: Epitácio Pessoa/Estadão
Em meio à calamidade após enchentes em São Paulo, garrafa de água estava sendo vendida a R$ 93,00. Foto: Epitácio Pessoa/Estadão

É frequente na educação financeira explicar a jovens e adolescentes o modelo da lei da oferta e da demanda como um mecanismo natural, de livre mercado, na determinação de preços. O que fica muito difícil explicar é uma garrafinha de água custar R$ 93 em meio a uma das maiores tragédias provocadas pelas chuvas no litoral norte de São Paulo, quando pessoas morreram soterradas e outras passam sede e fome ou adoeceram e ficaram desabrigadas.

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A lei da oferta e da procura não é prescrita por autoridade, muito menos um ato normativo de processo legislativo. Funciona do mesmo modo que a lei da gravidade, como um fenômeno que espontaneamente ocorre na natureza econômica. O entendimento é simples: se tem mais gente querendo comprar e menos produto ofertado, os preços sobem. Ao contrário, se há mais produtos oferecidos à venda e menos interesse de compra, então os preços caem. O raciocínio vale para explicar o fenômeno da inflação, a paridade das moedas, o preço dos ativos financeiros e o mecanismo de leilões de mercadorias.

Apesar de natural e saudável regulação do livre mercado, a lei da oferta e da procura causa ruído moral quando nos esbarramos em seu efeito diante de uma tragédia humana, simbolicamente personificada nos R$ 93 cobrados por uma garrafa de água. Apesar de haver menos garrafas e mais pessoas precisando, qual é o limite ético de seu uso? Neste caso a disputa entre oferta e procura esbarra filosoficamente na mesma disputa entre o “eu” (ego) e “o outro” (alter), entre egoísmo e altruísmo.

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Deveria o livre mercado, assim como o livre arbítrio humano, ter em si uma autorregulagem do olhar pelo próximo, da empatia, do coletivo, do olhar humanizado?

Quando se oferece uma garrafa de R$ 93 ou empréstimo a taxas de juros iguais ou superiores a 10% ao mês a uma população vulnerável em recursos financeiros e em conhecimento, em situação de carência social, sanitária, de saúde e/ou de educação, o ser humano mostra sua faceta mais cruel da falta de cuidado com a própria espécie.

Não estamos falando aqui sobre sistemas políticos e organizacionais, sobre mais ou menos intervenção do Estado ou sobre a disputa entre modelos econômicos capitalistas ou socialistas. O ponto, sim, é a própria consciência individual e, quiçá, a preocupação na transmissão cultural dentro das famílias, das comunidades em que vivemos, das empresas em que trabalhamos, do país a que pertencemos sob o olhar espontâneo da lei, também natural, do amar ao próximo como a si mesmo.

Por isso, incentivo tanto, como educadora financeira e psicóloga, a prática da doação dentro da organização das finanças pessoais e do orçamento mensal. Está provado cientificamente que pessoas que praticam a doação regularmente, tanto de tempo quanto de dinheiro, aumentam sua capacidade e equilíbrio emocional para lidar com suas próprias finanças e se tornam poupadores e investidores mais sábios porque, ao cuidar do outro hoje, conseguem cuidar melhor do seu “eu do futuro”.

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Há um grande segredo de sucesso e felicidade quando se consegue perceber e exercitar atitudes que podem parecer paradoxais como essas abaixo:

  1. Oferecer ajuda incondicional ao próximo trará também mais retornos para si;
  2. Ao adiar satisfações imediatistas, pode-se conseguir resultados muito maiores no longo prazo;
  3. Defender a igualdade social trará um lugar melhor para você mesmo na convivência social;
  4. Ao respeitar e aceitar a diversidade, você aumentará a sua própria inclusão e sensação de pertencimento;
  5. Ao cuidar do meio ambiente e das questões climáticas, contribuirá para evitar que você mesmo esteja envolvido em catástrofes ambientais;
  6. E, principalmente, lucro, dinheiro, atitudes humanizadas e coletivas podem, sim, andar juntos em equilíbrio em uma sociedade mais igualitária e próspera para todos.

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