• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Tensões entre Venezuela e Guiana: um teste de liderança para Lula

Descoberta de petróleo na Guiana despertou velhos conflitos com a Venezuela. É aí que o Brasil pode interferir

Por Thiago de Aragão

01/03/2023 | 13:02 Atualização: 01/03/2023 | 13:02

Receba esta Coluna no seu e-mail
Lula sempre se envolveu como apaziguador de conflitos internacionais. Foto: AP Photo/Eraldo Peres
Lula sempre se envolveu como apaziguador de conflitos internacionais. Foto: AP Photo/Eraldo Peres

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, sempre se interessou por temas complexos nas relações internacionais. Durante seu segundo mandato, orquestrou uma ousada tentativa de frear o programa nuclear iraniano, numa triangulação entre ele, Tayyip Erdogan, da Turquia, e Mahmoud Ahmadinejad, do Irã. O grupo dos cinco países nucleares, mais a Alemanha, conhecido como P5+1, não gostou muito da tentativa de Lula, abortou tudo o que ele prometeu e negociou direto com Ahmadinejad.

Leia mais:
  • Quem vai pagar a conta da crescente tensão entre China e EUA?
  • China x Taiwan e EUA: entenda os riscos e quem perde com uma guerra
  • A reoneração dos combustíveis é suficiente para fazer o Ibov subir?
Cotações
09/02/2026 3h07 (delay 15min)
Câmbio
09/02/2026 3h07 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Esse é apenas um exemplo de como Lula demonstra ter interesse em mediar grandes crises e conflitos. Recentemente, durante sua visita ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ele se colocou mais uma vez como uma alternativa para mediar a sangrenta guerra entre Rússia e Ucrânia. Dificilmente tal movimento ganhará tração, pois a partir do momento em que Lula culpa, igualmente, Zelensky e Putin pela guerra, a confiança dos ucranianos na neutralidade da arbitragem do brasileiro se perde.

Lula não precisa ir longe para fazer algo relevante e duradouro nas relações internacionais. Para ele, existiriam apenas ganhos políticos em mediar a guerra na Ucrânia ou o programa nuclear iraniano. No entanto, existe uma situação na qual Lula poderia realmente fazer a diferença, mas, para isso, ele terá que arriscar um pouco do seu capital político perante aliados.

Publicidade

As crescentes tensões fronteiriças entre Venezuela e Guiana vêm ganhando a atenção de inúmeros governos do hemisfério, da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de atores relevantes na geopolítica global. Por que não, ao invés de se colocar como um mediador na Europa, Lula não se coloca como solucionador de um problema potencialmente grave, a poucos quilômetros da fronteira brasileira?

Desde que a Guiana descobriu reservas gigantescas e valiosas de petróleo de altíssima qualidade, a vizinha Venezuela vem reativando velhas ambições territoriais no país. A incapacidade venezuelana de explorar o próprio petróleo, devido ao sucateamento da petroleira estatal PDVSA, desperta ambições no quase refinado meio do petróleo guianense.

A disputa fronteiriça é antiga e, pelo lado venezuelano, argumenta-se que a decisão arbitral de 1899, que definiu a fronteira entre os dois países, está errada e que um terço (aproximadamente) do território guianense pertence à Venezuela. A Guiana, naturalmente, rechaça qualquer linha dessa visão.

Lula poderia ser um importante, senão decisivo, ator nesse embate. Sua influência direta no governo do presidente venezuelano Nicolas Maduro seria suficiente para acalmar as intenções do país vizinho. Além disso, a Guiana precisa de um parceiro como o Brasil. O presidente da Guiana, Irfaan Ali, respeita e admira Lula de longa data. Para o Brasil, a manutenção da paz entre Venezuela e Guiana não é apenas correta, mas também de nosso interesse direto. Esse é um dos únicos casos em que a influência brasileira pode ser mais decisiva do que a influência norte-americana ou europeia.

Publicidade

Ao invés de buscar protagonismo em batalhas que não nos pertencem, por mais legítima que seja a boa vontade do governo, o governo Lula poderia se impor como líder em problemas potencialmente graves na América do Sul.

A neutralidade não deve ser baseada na distância. Invocar uma posição neutra na Europa ou na Ásia não é difícil para um país como o Brasil, porém invocar uma posição neutra e técnica em problemas regionais, é mais complicado e, por isso mesmo, mais importante. A liderança surge nas inconveniências. Nesse caso específico, colocar-se como o líder regional que almeja ser, envolve deixar de lado paixões ideológicas históricas e abraçar a tecnicalidade como força motriz da política externa brasileira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
  • Petróleo
  • Rússia
  • Ucrânia

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Os melhores cartões de crédito de 2026 para milhas, cashback e outras vantagens imperdíveis

  • 2

    O luxo do isolamento total: por que investidores estão comprando vilas inteiras na Europa

  • 3

    Ibovespa na semana: Direcional (DIRR3) lidera ganhos; Raízen (RAIZ4) tomba 18%

  • 4

    Filho de Warren Buffett sinaliza mudança na filantropia com doação de US$ 150 bilhões

  • 5

    Carteiras de FIIs pausam euforia com altas do IFIX e inauguram fase de ajustes em fevereiro de 2026; veja como as casas se posicionam

Publicidade

Quer ler as Colunas de Thiago de Aragão em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o FGTS Digital: o que é e para que serve?
Logo E-Investidor
FGTS Digital: o que é e para que serve?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: 3 cuidados que você deve ter para manter o benefício
Logo E-Investidor
Bolsa Família: 3 cuidados que você deve ter para manter o benefício
Imagem principal sobre o Bolsa Família: o que é a segunda carta enviada aos aprovados no benefício?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: o que é a segunda carta enviada aos aprovados no benefício?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: o que é a primeira carta enviada aos aprovados no benefício?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: o que é a primeira carta enviada aos aprovados no benefício?
Imagem principal sobre o Saque-aniversário: entenda como funciona a autorização para consultar o saldo
Logo E-Investidor
Saque-aniversário: entenda como funciona a autorização para consultar o saldo
Imagem principal sobre o Aderiu ao saque-aniversário hoje? Entenda se já é possível contratar a antecipação
Logo E-Investidor
Aderiu ao saque-aniversário hoje? Entenda se já é possível contratar a antecipação
Imagem principal sobre o Gás do Povo: 3 maneiras de usar o benefício
Logo E-Investidor
Gás do Povo: 3 maneiras de usar o benefício
Imagem principal sobre o Salário mínimo de R$ 1.621: como novo valor foi calculado?
Logo E-Investidor
Salário mínimo de R$ 1.621: como novo valor foi calculado?
Últimas: Colunas
Crise de saúde mental: todos veem, poucos encaram o custo no trabalho
Ana Paula Hornos
Crise de saúde mental: todos veem, poucos encaram o custo no trabalho

Por que o sofrimento psíquico deixou de ser assunto privado e entrou na agenda das empresas, da governança e da lei (NR-01)

07/02/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos
Investir em conexões fortalece o futuro dos negócios
Carol Paiffer
Investir em conexões fortalece o futuro dos negócios

Em um mundo obcecado por performance, relações genuínas ganham peso estratégico ao impulsionar bem-estar, longevidade e inovação nos negócios

06/02/2026 | 19h29 | Por Carol Paiffer
OPINIÃO. Caso Fictor revela como o investidor brinca de cassino
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO. Caso Fictor revela como o investidor brinca de cassino

Episódio expõe a ilusão do retorno fácil e como a falta de diligência transforma investimento em aposta

05/02/2026 | 16h55 | Por Fabrizio Gueratto
Quando o Estado para de investir: o risco silencioso que pode virar tempestade
William Eid
Quando o Estado para de investir: o risco silencioso que pode virar tempestade

Projeções do Tesouro indicam esgotamento do espaço fiscal em 2027 e acendem alerta para juros mais altos, pressão sobre ativos locais e necessidade de diversificação

05/02/2026 | 14h00 | Por William Eid Junior

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador