A margem Ebitda aumentou 7,8 pontos porcentuais, para 28,3%. No critério ‘recorrente’, o lucro líquido da companhia baixou 49,2%, para R$ 206,955 milhões. E no critério ‘ajustado e recorrente’, o Ebitda encolheu 37,7%, indo a R$ 366,135 milhões. Os ajustes excluem a variação contábil do valor justo dos ativos biológicos e reestruturações das unidades de negócios. A receita líquida consolidada encolheu 12%, totalizando R$ 1,980 bilhão devido à queda no volume de vendas nas unidades Deca (-29%), cerâmicos (-33,5%) e Painéis de Madeira (-9,2%).
A Dexco explicou que os fretes altos inibiram as vendas no mercado externo. O custo dos produtos vendidos cresceu 1,4%, para R$ 1,350 bilhão. Já as despesas com vendas encolheram 23%, para R$ 255,059 milhões, refletindo as volumes menores comercializados. O resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas financeiras) ficou negativo em R$ 180,080 milhões, o equivalente a uma despesa 4,7 vezes maior na comparação anual. Segundo a Dexco, a taxa básica de juros em patamar elevado impactou diretamente os encargos financeiros.
A Dexco terminou o ano com dívida líquida de R$ 4,038 bilhões, aumento de 65% em um ano. Nesse período, a alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e Ebtida) dobrou, chegando a 2,33 vezes. A companhia detinha R$ 1,771 bilhão em caixa e R$ 909 milhões em dívidas com vencimento neste ano. A Dexco encerrou realizou investimentos de R$ 863,6 milhões em suas operações no ano passado, sendo R$ 430,3 milhões relativo à recomposição de seu ativo florestal e R$ 381,6 milhões direcionados para manutenção, modernização fabril e digitalização das atividades.
Na apresentação dos resultados, a administração afirmou que entende que 2023 será um ano desafiador e, com isso, reforça o compromisso em direcionar seus esforços no ganho de rentabilidade das operações por meio de uma maior eficiência e produtividade.