Por mais que a companhia tenha iniciado 2023 com o pé direito, o preço das ações se comportam como uma montanha-russa para os investidores, com o acumulado de 12 meses desvalorizado em 43,90%. A série de quedas no último ano, no entanto, tem uma razão diferente da vista nos últimos cinco pregões.
Desde que Musk comprou o Twitter, as ações da Tesla vinham despencando vertiginosamente, porque o bilionário vendeu grande parte de suas ações para financiar seu negócio na rede social. Porém, os problemas vistos nos últimos dias dizem respeito, na verdade, à demanda de veículos da montadora.
No último dia 3, a Tesla divulgou o balanço do primeiro trimestre de 2023, que levou investidores a crer, e temer, que mais cortes nos preços dos veículos sejam necessários para impulsionar as vendas dos carros, prejudicando as margens da companhia. No dia, a queda foi de 6% nas ações.
Foi avistado, também, um problema na demanda da China, que corresponde a 22,3% das vendas totais da Tesla. A China Passenger Car Association informou que a comercialização de automóveis no primeiro trimestre de 2023 caíram 13,4% em relação ao ano anterior, enquanto as vendas de janeiro recuaram 38%, informou o relatório.
A Tesla relatou entregas no primeiro trimestre fiscal de 422.875 veículos elétricos e produção de 440.808. Os números foram recorde para a companhia e representaram um crescimento de 4% na produção em relação ao período anterior.
No entanto, esse aumento não ocorreu de forma orgânica. Em janeiro deste ano, a companhia cortou o preço dos veículos nos EUA em quase 20%, enquanto na China a redução foi de 13%. As ações da companhia também caíram no dia de ambos anúncios de desconto.