No fim da tarde em Nova York, o juro da T-note de 2 anos tinha alta a 3,982%, o da T-note de 10 anos avançava a 3,445% e o do T-bond de 30 anos subia a 3,682%.
Os retornos dos Treasuries operavam em baixa logo cedo, antes dos dados dos EUA. Pela manhã, o quadro era misto, mas os juros voltaram a ficar sob pressão, com mínimas após o PPI. A inflação ao produtor recuou 0,5% em março ante fevereiro, quando analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam estabilidade. A inflação fraca poderia fazer o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ser menos duro no processo de aperto monetário.
Mais adiante no dia, o quadro de maior apetite por risco se consolidou em Nova York, com ganhos nas bolsas, e com isso os retornos dos bônus se firmaram em alta. O Tesouro americano informou que um leilão de US$ 18 bilhões em T-bonds de 30 anos registrou yield de 3,661%, com demanda abaixo da média recente, segundo o BMO Capital. O mesmo banco de investimentos analisava que os juros oscilaram hoje dentro de uma faixa relativamente contida, com a expectativa majoritária ainda mantida de que o Fed deve elevar os juros em 25 pontos-base na próxima reunião, no início de maio.
No monitoramento do CME Group, após o PPI houve queda na chance de uma alta de 25 PB pelo Fed em 3 de maio, mas no fim da tarde ela seguia como majoritária (67,9%), com 32,1% de possibilidade de manutenção dos juros.