O alemão Deutsche Bank e o britânico Barclays divulgaram lucros trimestrais maiores do que se previa. A ação do Deutsche Bank subiu 2,42% em Frankfurt, enquanto a do Barclays saltou 5,33% em Londres. Outras companhias do setor avançaram, como é o caso do BPN Paribas, que subiu 2,20%, e ajudou o CAC 40 a ter uma alta de 0,23%, aos 7.483,84 pontos, em Paris. Em Milão, os três maiores avanços entre as ações vieram do setor bancário, ajudando o FTSE MIB a ter uma alta de 0,19%, aos 27.158,00 pontos.
No mercado inglês, outro destaque era a Unilever, cuja ação teve alta de 1,17%, após a multinacional anglo-holandesa superar expectativas de faturamento no primeiro trimestre. Ainda assim, o FTSE 100 contrariou a tendência das outras bolsas europeias, e recuou 0,27%, aos 7.831,58 pontos, em Londres.
Os mercados ganharam impulso ainda com a Meta Platforms, controladora do Facebook, que salta em Nova York mais de 14%, impulsionado por balanço melhor do que o esperado. Mais uma série de grandes empresas americanas divulgam resultados trimestrais hoje, incluindo as “big techs” Amazon e Intel.
Enquanto isso, a Alemanha está em negociações para limitar a exportação de produtos químicos para a China usados na fabricação de semicondutores, enquanto Berlim intensifica os esforços para reduzir sua exposição econômica ao país asiático. Potencialmente afetadas Merck (+0,47) e Basf (-4,40%) tiveram resultados distintos em Frankfurt, onde o DAX subiu 0,03%, aos 15.800,45 pontos. Já as ações da Deutsche Boerse caíram 7,70% depois que a empresa alemã anunciou a oferta por US$ 4,3 bilhões para a aquisição da empresa de software dinamarquesa SimCorp.
Já o índice de sentimento econômico da zona do euro avançou marginalmente em abril, a 99,3 pontos, mas ficou aquém das expectativas. Na Península Ibérica, o IBEX 35 subiu 0,16%, aos 9.309,00 pontos, em Madri. Já o PSI 20 teve o maior avanço dentre as principais bolsas, subindo 0,83%, aos 6.244,18 pontos, em Lisboa. Neste cenário, o Stoxx 600 avançou 0,17%, aos 463,98 pontos.