Nos Estados Unidos, o índice de inflação ao consumidor (PCE) teve desaceleração no comparativo anual, porém o núcleo se manteve elevado e acima das expectativas, enquanto os custos de emprego também subiram – com isso, as apostas de aumento de 0,25 ponto porcentual nos juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na próxima semana voltaram a superar 90%.
Entretanto, as bolsas de Nova York apresentaram alta hoje com o avanço do índice de sentimento do consumidor e com balanços que foram bem recebidos pelos investidores.
Entre as commodities, o petróleo do tipo brent subiu 2,70%, beneficiado pela melhora do ambiente global, mas ainda assim não reverteu a queda semanal de 1,63%. Já os preços futuros do minério de ferro tiveram novas perdas nesta madrugada em Dalian, na China, caindo 0,97%.
Pelo lado doméstico, o Ibovespa subiu 1,47% aos 104.432 pontos, em movimento generalizado de alta dos papéis e setores que compõe o índice. O bom humor da bolsa, porém, não se estendeu para os mercados de câmbio e juros.
A definição da nova política de reajuste do salário mínimo a partir do ano que vem, que prevê aumento com base na inflação do ano anterior e na variação positiva do PIB de dois anos antes, contrariou o Ministério da Fazenda, que defendia uma regra com impacto fiscal menor e resgatou preocupações com as contas públicas.
Neste ambiente, o dólar se apreciou frente ao real em 0,14%, cotado a R$ 4,98, e os juros apresentaram alta em todos os vértices da curva a termo.