Segundo a XP, os dados do governo relativos a 2020 indicam que aproximadamente 60% desses rendimentos estavam contemplados na faixa de isenção de PLRs, atualmente de R$ 6 mil. Em 2022, a isenção correspondeu a uma redução da arrecadação de aproximadamente R$ 3,0 bilhões. “Ou seja, haveria uma perda adicional de aproximadamente R$ 4 bilhões com a medida em relação à situação atual”, explica Sbardelotto.
Na avaliação do economista, a isenção elevaria a necessidade de medidas de arrecadação compensatórias, para atingir a meta de déficit fiscal zero no resultado primário do governo ao final de 2024.
A XP também avalia que é mais provável que a proposta seja discutida apenas em uma eventual reforma do imposto sobre a renda, a ser apresentada no segundo semestre deste ano.