A empresa já havia reportado prejuízo de R$ 412,3 no primeiro trimestre de 2022, mas aprofundou ainda mais suas perdas, com prejuízo de R$ 466,9 milhões no primeiro trimestre de 2023 – um aumento de 13,2%.
O prejuízo líquido atribuído a acionistas também foi pior nesse trimestre, de R$ 368,3 milhões, alta ante as perdas de R$ 170,7 milhões do mesmo período de 2022, uma expansão de 115%.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia também foi ruim, ficando negativo em R$ 52,9 milhões no primeiro trimestre, uma alta de R$ 1,1 milhão.
Ruídos políticos causados pela volta do governo federal na Ação Civil Pública (ACP) movida contra a Boeing (BOEI34), devido às centenas de contratações de engenheiros extremamente qualificados que a empresa tem feito no Brasil, também têm afetado as ações.
“Não há dúvidas de que a expertise brasileira nos setores de defesa/aeroespacial e aeronáutico, conquistada após uma trajetória de muito trabalho e estreito suporte estatal, possui caráter estratégico para a soberania nacional”, afirmou a Advocacia-Geral da União (AGU) no novo posicionamento anexado no processo.