A última sessão da semana é de sinais positivos na Europa e fôlego limitado em Nova York, com os investidores monitorando os desdobramentos das negociações para o avanço do teto da dívida norte-americana, que dão sinais de que um desfecho pode acontecer já na próxima semana. Apesar de alguma cautela dos mercados em meio às notícias sobre as negociações, é pouco provável que alguém considere um efetivo calote da maior economia global, tendo em vista o impacto catastrófico que esse cenário poderia causar na economia global.
Nesse sentido, os investidores estarão mais atentos às declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, durante evento ao meio dia. Na véspera, as apostas de que o banco central norte-americano pode continuar o processo de elevação dos juros ganhou mais força, ao passo que os pedidos de auxílio desemprego mostraram queda, indicando um mercado de trabalho ainda resiliente.
Mais cedo o minério de ferro encerrou em queda de 1,41%, cotado a US$ 104,82 por tonelada na bolsa de Dalian. Enquanto o petróleo avançava cerca de 1%. No câmbio, o dólar mostra instabilidade frente a outras moedas, o que pode contribuir para uma apreciação do Real frente à moeda americana.
Agenda econômica
Brasil: Na agenda local o IBC-Br de março é esperado às 9h com expectativa de desaceleração, com alta de 0,3% ante 3,32% em fevereiro. Se confirmado, este arrefecimento pode ser um contraponto aos indicadores de atividade mais fortes divulgados nos últimos dias. A agenda ainda reserva a participação de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, em evento no começo da noite, bem como o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de outro evento durante a tarde. Na cúpula de líderes do G7, no Japão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem uma série de compromissos.
EUA: A principal agenda nos EUA é a discussão entre Jerome Powell, atual presidente do Fed, e o ex-presidente do BC americano, Ben Bernanke, na Conferência de Pesquisa Thomas Laubach às 12h.