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Investimentos

Entenda as diferenças entre renda fixa e variável

Nos investimentos, conhecer as características de cada modalidade ajuda a montar a melhor estratégia

Por Rebecca Crepaldi

26/05/2023 | 13:07 Atualização: 26/05/2023 | 13:07

Entenda as principais diferenças entre renda fixa e variável (Foto: Envato Elements)
Entenda as principais diferenças entre renda fixa e variável (Foto: Envato Elements)

Para quem deseja investir, entender as principais diferenças entre renda fixa e variável é fundamental para compor a carteira. A primeira é conhecida pela maior previsibilidade do retorno e, em alguns casos, prazos definidos. A segunda, o ponto-chave é a possibilidade de maior retorno, mas também com maior risco.

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Decidir entre uma ou outra varia de acordo com os prazos e planos do investidor. Tudo isso levando em consideração também as perspectivas para a economia e a estratégia básica dos investimentos: a diversificação da carteira para minimizar possíveis riscos. O E-Investidor traz as principais diferenças de cada renda, mas todos os detalhes podem ser conferidos na reportagem do Bora Investir, portal de notícias do mercado financeiro parceiro do Estadão.

O que é renda fixa?

O termo “fixo”, não quer dizer, necessariamente, que o investidor saberá qual será o retorno final. Mas, em alguns casos, isso pode acontecer, quando é acordado com os bancos e corretoras. Esse é o chamado pré-fixado. A exemplo, um título pode prometer pagar 12% ao fim de um ano.

Mas em outros casos, o investimento em renda fixa é chamado de pós-fixado e está atrelado a um critério pré-definido, os chamados indexadores. A própria taxa básica de juros (Selic), é um desses critérios, ou o CDI e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

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Além dos pré-fixados e pós-fixados, há ainda os investimentos híbridos, que têm parte da rentabilidade em ambas as modalidades, como um título que promete Selic + 1%, por exemplo.

Onde investir em renda fixa?

Para quem deseja investir em renda fixa, há duas maneiras: títulos e fundos.

Os títulos de renda fixa podem ser emitidos por um banco, pelo governo federal ou por empresas, e visam a captação de recursos. Ao comprar os títulos, o investidor empresta dinheiro ao emissor e recebe em troca uma remuneração de acordo com a taxa de juros.

Já nos fundos de investimento, as pessoas não precisam investir diretamente em títulos, elas podem comprar cotas, que é uma fração de um patrimônio coletivo – formado pelas aplicações de todos os investidores – proporcional ao valor aplicado.

Nos fundos de investimento, há um ponto de atenção. Como o investidor está aplicando em uma gestora de fundos (instituição responsável pelos fundos), que cuidará dos recursos, ela poderá ter que pagar uma taxa de administração. Então a dica é analisar essa taxa, além do retorno, para calcular a rentabilidade líquida do investimento.

Vantagens e riscos da renda fixa

Além da previsibilidade de retorno, há outras vantagens dos investimentos em renda fixa. Um delas é a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), ou seja, em caso de quebra da instituição financeira emissora de títulos, o FGC, mantido com aportes das entidades do mercado financeiro, cobre perdas de alguns tipos de aplicações, como os CDBs.

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Investimentos em renda fixa também são isentos de Imposto de Renda. Sendo assim, os ganhos obtidos com algumas categorias de título, como LCI (Letra de Crédito Imobiliário), LCA  (Letra de Crédito do Agronegócio) e CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), não possuem de tributação. Em outros casos, a alíquota de imposto é menor quanto maior o tempo de permanência. É o caso do CDB (Certificados de Depósito Bancário), cujo desconto varia de 22,5% para investimentos por até 180 dias a 15% para aqueles acima de 720 dias.

No lado oposto das vantages, estão os riscos. A exemplo está o risco de crédito, o conhecido “calote”, onde a pessoa não irá receber de volta o dinheiro que investiu. Esse risco é menor ou maior conforme a capacidade de pagamento de quem emite o título. Portanto, um título do governo tem o menor risco de crédito entre os investimentos brasileiros.

O que é renda variável?

A renda variável, por sua vez, é conhecida por maior imprevisibilidade sobre ganhos e maiores riscos. Contudo, também oferecem maiores expectativas de retornos financeiros.

Mas, se é menos previsível e mais arriscado, por que as pessoas investem em renda variável? Essa modalidade continua sendo atrativa porque, no médio ou longo prazos, o retorno esperado tende a ser maior do que o da renda fixa.

Vantagens e riscos da renda variável

Assim como em renda fixa, os investimentos em renda variável têm boa liquidez, podendo ser vendidos com facilidade. Como já citado, o retorno também é mais atrativo.

Já os riscos vêm das incertezas do cenário econômico e político, tanto nacionais quanto internacionais, além de particularidades de segmentos específicos. São muitos e imprevisíveis fatores, o que aumenta a volatilidade do investimento, já que a rentabilidade do dinheiro irá variar.

Onde investir em renda variável?

Os investimentos de renda variável mais conhecidos são:

  • Ações;
  • Fundos imobiliários (FIIs);
  • Exchange traded funds ou fundos de índices (ETFs);
  • Brazilian depositary receipts ou recibos de ações estrangeiras (BDRs);
  • Fundos de investimentos (fundos de ações; internacionais; multimercado; cambiais ou de outros ativos, como ouro ou criptomoedas).

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