Enquanto na Europa, as bolsas encerraram a sessão em queda, seguindo preocupações com a atividade econômica e a postura dos bancos centrais. O PMI de serviços da zona do euro ficou abaixo do esperado, mas o do Reino Unido veio ligeiramente melhor. Apesar da desaceleração do PPI (inflação ao produtor) mais forte que a expectativa em abril, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou que a inflação na região segue em um nível elevado.
Entre as commodities, o contrato futuro mais negociado do minério de ferro, na Dalian Commodity Exchange da China, fechou em alta de 2,15%, cotado a US$ 106,55 por tonelada. E próximo às 14h, o petróleo Brent avançava 1,56% aos U$ 77,32 o barril, beneficiado pelo anúncio da Arábia Saudita ontem de um corte na produção de 1 milhão de barris por dia. No entanto, a commodity chegou a avançar acima de 2,5% mais cedo, e desacelerou após os resultados menores que o esperado de dados de atividade nos EUA, num indicativo de que há problemas na demanda.
Por aqui, no mesmo horário citado acima, o Ibovespa caia 0,16%, aos 112.379 pontos. Após seis semanas consecutivas de ganhos, o movimento de realização de lucros ocorre na esteira da fraqueza das bolsas internacionais, bem como a partir da indicação de queda no volume financeiro de negócios, em uma semana de agenda esvaziada, com feriado na quinta-feira. No câmbio, o dólar recuava 0,63% frente ao real, cotado a R$ 4,92, e nos juros, o movimento era de queda em todos os vértices da curva a termo.
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