• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

O mundo terá que conviver com inflação maior ao longo dos anos?

Inflação alta, variável e menos previsível dificulta o mais basilar dos conceitos quando falamos de investimento

Por Dalton Gardimam, economista-chefe da Ágora Investimentos

21/06/2023 | 8:06 Atualização: 21/06/2023 | 8:06

Receba esta Coluna no seu e-mail
(Foto: Envato)
(Foto: Envato)

A inflação é um fenômeno econômico que tem afetado todos os países do mundo, sejam emergentes ou desenvolvidos, de maneira muito diferente do que aconteceu nos últimos 35 anos, quando a taxa era baixa ou cadente. Foi estarrecedor observar países com histórico de inflação reduzida mostrando índices de preços extraordinariamente fora do padrão.

Leia mais:
  • Liderança da mulher precisa estar na pauta do negócio e de aliados homens
  • Europa entra em recessão econômica: o que esperar do Brasil?
Cotações
10/02/2026 18h22 (delay 15min)
Câmbio
10/02/2026 18h22 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A Alemanha talvez seja o melhor exemplo. Mesmo com décadas de inflação baixa, o índice de preços anual no atacado (PPI) atingiu 45,8% em agosto de 2022 na variação anual. A média nos últimos 50 anos foi de 2,6%! O índice de preços ao consumidor (CPI) também se mostrou superlativo na Alemanha. Em setembro de 2022, bateu 8,6% na variação anual (em contraposição à média de 2% nos últimos 30 anos).

Os impactos imediatos da pandemia foram apontados como o primeiro “culpado” pelo aumento geral e contínuo dos preços de bens e serviços, em particular os problemas relacionados a cadeias globais de produção, gargalos no fornecimento de semicondutores etc. Essa descrição pode ter sido boa em 2021. Depois veio a guerra entre Rússia e Ucrânia e os preços de energia e de algumas commodities foram muito impactados no início de 2022.

Publicidade

As taxas de inflação no mundo desenvolvido melhoraram um pouco (os preços ao consumidor nos EUA bateram 9,1% em agosto de 2022 e cederam para 5% em abril de 2023), mas estão extraordinariamente fora do patamar perseguido nos regimes de metas de inflação (basicamente 2%). Nesse sentido, o mundo está aprendendo que a inflação não é algo exclusivamente relacionado à Covid-19 ou à guerra.

Independentemente das razões imediatas do aumento dos preços (guerra, falta de chips etc.), há um fator novo. A política fiscal hiperativa em várias jurisdições (inclusive no Brasil) se combinou a uma política monetária com juros reais muito baixos (mesmo com os aumentos nos juros promovidos recentemente por Fed, ECB etc.).

Se a dúvida entre muitos é por que entre 2009 e 2018, mesmo com o crescimento da oferta de moeda e o afrouxamento monetário, a inflação não explodiu, mais recentemente, a ação fora de padrão das políticas fiscais veio adicionar uma enorme fonte de pressão nos preços. Então, os preços explodiram.

Acreditamos que a criação de moeda e crédito explica a inflação ao longo do tempo (isso não é ser “monetarista”, mais precisamente nossa matriz teórica é a Escola Austríaca) e a política fiscal é um canal que adiciona elementos de pressão que, cedo ou tarde, terminam por impactar os preços. Isso se dá num primeiro momento no aumento do prêmio de risco e, em última instância, na monetização dos déficits.

Publicidade

De maneira geral, choques de oferta em uma economia explicam fenômenos em curto prazo e seus impactos tendem a não sobreviver a esse “curto prazo” (que ironicamente pode levar um par de anos). O controle de demanda agregada via política fiscal, por sua vez, pareceu algo sempre relegado a segundo plano, especialmente nos países desenvolvidos, até que a política fiscal na pandemia se revelou totalmente extraordinária. Gastos de ordem superior a 15% do PIB foram a norma, enquanto, nos mercados emergentes, o impulso foi da ordem de 5% do PIB, com o Brasil se aproximando do dobro disso (nesse aspecto, o Brasil gastou mais, como se fosse um país desenvolvido).

Entendemos que a retirada dos estímulos acabou ocorrendo, mas os níveis de endividamento público sequer sinalizam retornar aos patamares pré-pandemia. Mais ainda, com o enfraquecimento da economia global e até a expectativa de uma recessão nos EUA, políticas fiscais que visam reduzir a dívida pública não estão no radar na maior parte das jurisdições.

Seja pelas necessidades de financiamento de uma dívida maior, seja pelo fato de que os gastos públicos também se mostram inflexíveis para baixo, a conclusão é que a política fiscal pós-pandemia e os níveis de endividamento público tendem a pressionar mais a inflação nos próximos anos.

Ao pensarmos macroeconomicamente, a inflação pode gerar incerteza e instabilidade com os agentes econômicos, como empresas e consumidores, enfrentando dificuldades para fazer previsões e planejar suas atividades quando os preços estão em constante aumento. O que parece ser mais nocivo é o impacto nas decisões de investimento, pois inflação alta, variável e menos previsível dificulta o cálculo econômico de retorno, o mais basilar dos conceitos quando falamos de investimento.

Publicidade

Se tudo que foi mencionado está no campo da parte menos controversa (sendo ainda afirmações que não estão totalmente isentas de contestação), queremos expor novos desafios para o ambiente inflacionário nos próximos anos. Sobretudo nos mercados desenvolvidos, o aumento das garantias bancárias e uma política fiscal engrandecida em seu escopo e amplitude fazem com que o balanço do controle da demanda agregada se distancie um pouco do estrito controle dos bancos centrais para migrar na direção das mãos dos governos.

A “Economia Política” dessa nova estrutura sugere mais pressões inflacionárias. A necessidade de diminuir o tamanho das dívidas públicas e privadas (em média tocando quase 300% do PIB no mundo desenvolvido), provavelmente, requererá aumento da taxa de crescimento do PIB nominal. Isso é inflação queiramos ou não. Foi assim que episódios de alto endividamento acabaram ocorrendo no passado (o ambiente pós-Segunda Guerra Mundial é um bom exemplo).

Além desses pontos estruturais, existem pontos críticos específicos a serem considerados. Fazer a transição energética (não queremos nem pretendemos entrar no mérito da questão agora) para uma economia verde vai custar centenas de trilhões de dólares. Pode-se argumentar como isso será financiado (impostos novos ou emissão de dívida), mas, seguramente, significa um custo colossal e uma pressão sobre os preços. O relatório da Mckinsey apresenta uma ideia da magnitude desses custos visando alcançar a emissão zero em 2050 (net-zero emissions).

Os últimos argumentos não estritamente macroeconômicos dizem respeito a algum grau de desglobalização. Ainda que não visualizemos um desmonte do processo de globalização das últimas décadas, todos os acontecimentos no plano geopolítico (Rússia se desconectando do Ocidente, tensões China-EUA etc.) sugerem algum atrito adicional e, portanto, pressões sobre a capacidade de equilibrar oferta e demanda.

Publicidade

Nosso propósito aqui não foi encerrar a discussão sobre as fontes potenciais de mais inflação no mundo, nem queremos insinuar que a inflação sairá do controle. Neste ponto, nossa visão é que a inflação global cederá dos patamares vistos durante a pandemia, mas deve rodar entre 4% e 5% nos próximos anos. Assim, é relevante para os investidores a necessidade de compreender que o ambiente de baixíssima inflação e juros próximos de zero nos EUA não se repetirá.

* Dalton Gardimam é economista-chefe da Ágora Investimentos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Commodities
  • Energia
  • Inflação
  • Juros
  • Política monetária
  • Selic

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje encerra acima de 186 mil pontos e atinge novo recorde de fechamento

  • 2

    Violência patrimonial e financeira contra Idosos: como identificar abusos e proteger a autonomia na velhice

  • 3

    "Investidor institucional segura interesse em cripto", diz head global da Coinbase

  • 4

    Filho de Warren Buffett só descobriu que o pai era bilionário depois dos 20 anos

  • 5

    Pátria conclui compra da RBR e muda a gestão de FIIs; XP avalia impactos para os cotistas

Publicidade

Quer ler as Colunas de Espaço do Especialista em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Imagem principal sobre o Conta de luz cara? Saiba como economizar com o chuveiro elétrico
Logo E-Investidor
Conta de luz cara? Saiba como economizar com o chuveiro elétrico
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como fazer a declaração?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como fazer a declaração?
Imagem principal sobre o Tele Sena de Ano Novo 2026: os sorteios já acabaram?
Logo E-Investidor
Tele Sena de Ano Novo 2026: os sorteios já acabaram?
Imagem principal sobre o INSS 2026: quem pode efetuar o saque do benefício?
Logo E-Investidor
INSS 2026: quem pode efetuar o saque do benefício?
Imagem principal sobre o FGTS: quais dados são solicitados no cadastro para receber valores?
Logo E-Investidor
FGTS: quais dados são solicitados no cadastro para receber valores?
Imagem principal sobre o INSS: como receber o primeiro pagamento dos benefícios?
Logo E-Investidor
INSS: como receber o primeiro pagamento dos benefícios?
Imagem principal sobre o FGTS Digital: veja os 3 tipos de certificados que são aceitos
Logo E-Investidor
FGTS Digital: veja os 3 tipos de certificados que são aceitos
Últimas: Colunas
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste
Katherine Rivas
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste

Banco empilha resultados fortes, lidera em rentabilidade e mostra por que ainda está anos à frente da concorrência

10/02/2026 | 18h08 | Por Katherine Rivas
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB
Luciana Seabra
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB

Caso do Banco Master expõe riscos ignorados em CDBs e reforça a importância de entender crédito privado antes de investir

10/02/2026 | 14h43 | Por Luciana Seabra
Mercado financeiro: a dúvida sobre um possível apoio de Tarcísio a Flávio
Erich Decat
Mercado financeiro: a dúvida sobre um possível apoio de Tarcísio a Flávio

Mercado financeiro avalia cenários para 2026 e 2030 diante do avanço de Flávio Bolsonaro e da possível ausência de Tarcísio de Freitas na disputa presidencial

09/02/2026 | 14h38 | Por Erich Decat
Crise de saúde mental: todos veem, poucos encaram o custo no trabalho
Ana Paula Hornos
Crise de saúde mental: todos veem, poucos encaram o custo no trabalho

Por que o sofrimento psíquico deixou de ser assunto privado e entrou na agenda das empresas, da governança e da lei (NR-01)

07/02/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador