No anúncio, também foi citada a política de dividendos da petroleira, que está no foco dos investidores, uma vez que deve ser ajustada entre este mês e agosto.
Apesar de todas as incertezas, os analistas do Goldman continuam vendo a Petrobras oferecendo um potencial de rendimento de dividendos de aproximadamente 9% no 2S23. Eles também afirmam enxergar espaço para um potencial dividend yield de 2% a ser anunciado pela PetroReconcavo (RECV3) no mesmo período.
“Notamos que esse impacto positivo se deve ao fato de a Petrobras produzir um maior
volume de petróleo em seu segmento de E&P (~2,1 milhões de barris por dia no 1T23) do que vende de produtos refinados no segmento downstream (~1,7 milhões de barris por dia a partir de 1T23)”, diz trecho do relatório.
“Além disso, desse montante, destacamos o diesel e a gasolina, que respondem por ~ 65% (~ 1,1 milhão de barris por dia) do total de vendas de produtos refinados a partir de 1T23, são os mais expostos a possíveis intervenções do governo. Finalmente, observamos que nossas estimativas já assumem que a Petrobras operará ~ 5% abaixo da paridade em próximos anos como forma de contabilizar os riscos associados ao consumo de combustível da Petrobras e política de preços, conforme discutido em nosso relatório de atualização”, completa o documento.
Os papéis da Petrobras (PETR3;PETR4) fecharam em queda nesta sexta-feira, com a PETR4 cotada a R$ 29,05 e queda de 1,96% e a PETR3 cotada a R$ 32,55 e queda de 2,11%.