“Não descartamos a possibilidade de que o novo CEO busque estreitar o relacionamento com o governo federal”, escreveram os analistas Giuliano Ajeje e Gustavo Cunha.
Eles lembram ainda que o governo entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando sua participação de 43% das ações da Eletrobras enquanto só pode votar com 10%.
Sobre o novo CEO, o UBS BB menciona que ele teve um papel de destaque na Petrobras, ocupando diversos cargos na empresa. De 2015 a 2018, período marcado por escândalos de corrupção, atuou como CFO e diretor de RI da estatal. Nessa função, ele implementou medidas mais rigorosas de governança e gestão financeira. No segundo semestre de 2018, Ivan foi nomeado CEO da Petrobras e avançou na estratégia de desinvestimento.
Diante disso, o UBS BB acredita que a Eletrobras priorizará ainda mais a redução de custos e revisará as participações em suas subsidiárias, reservando o crescimento por meio de aquisições para uma etapa posterior.
“Apesar da saída de Wilson da Eletrobras, estamos confiantes de que a empresa estará sob a orientação de um novo CEO com excelente histórico, o que deve reduzir qualquer reação excessivamente negativa do mercado.”