Entre os ativos seguros, a ponta longa dos juros dos Treasuries operava volátil, oscilando entre perdas e ganhos, enquanto o dólar avançava ante rivais fortes, diante também de ponderações sobre os próximos passos de política monetária dos países desenvolvidos. Já o petróleo subia entre commodities, sob perspectiva de aperto na oferta. No radar, investidores também acompanham as negociações para o orçamento do Governo americano, sob risco de possível paralisação das atividades.
No Brasil, a sinalização do Banco Central de que pretende manter em 0,50 pp. o ritmo de cortes da Selic soma-se aos receios em relação à fraqueza econômica da China e à perspectiva de taxas de juros persistentemente altas nas principais economias do mundo e, novamente, azedam o clima para ativos de risco. Às 13h45, o Ibovespa caia 0,86% aos 114.923 pontos, com avanço do dólar frente ao real de 0,31%, cotado a R$ 4,98.
Já nos juros, a sessão era novamente de forte abertura em todos os vértices ao longo curva a termo, em linha com o movimento observado nos Treasuries, e com receios em relação à situação fiscal do país. Mais cedo, a S&P Global aumentou a previsão para o crescimento do PIB brasileiro para este ano, como resultado da força do setor agrícola e estímulos fiscais nos gastos das famílias, porém, reduziu a estimativa de expansão da atividade em 2024, sob a expectativa de que esses fatores devem arrefecer.
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