O movimento ocorre em meio a declarações do presidente do Fed, Jerome Powell. Em discurso sobre o cenário econômico divulgado para evento do Clube Econômico de Nova York, o dirigente indicou que os próximas decisões de política monetária no país serão tomadas com base na totalidade dos dados recebidos e no equilíbrio dos riscos.
“Uma série de incertezas, tanto antigas como novas, complicam a nossa tarefa de equilibrar o risco de apertar demasiado a política monetária com o risco de apertar pouco. Fazer muito pouco poderia permitir que a inflação acima da meta se consolidasse”, disse. “Mas fazer demasiado também pode causar danos desnecessários à economia”, complementou.
Ainda de acordo com Powell, os dirigentes do Fed estão atentos aos dados recentes que mostram a resiliência do crescimento econômico e da procura de mão-de-obra nos Estados Unidos. Sinais de que a restritividade no mercado de trabalho já não está a diminuir, por exemplo, poderão justificar um maior aperto da política monetária.
Já o Ibovespa registra alta de 0,63% nesta quinta, aos 114.773,20 pontos, na contramão dos índices acionários americanos, que operam no campo negativo, com Dow Jones em recuo de 0,08%, enquanto Nasdaq e S&P 500 têm perdas de 0,26% e 0,19%, respectivamente.
Por que a cotação do dólar sobe e desce?
Quando existe maior procura pela moeda estrangeira e a taxa de câmbio sobe a níveis não desejados, o Banco Central pode vender dólares no mercado, aumentando a oferta da moeda e pressionando o preço para baixo. Desse modo, o real volta a se valorizar em comparação ao dólar e a taxa de câmbio cai.
Por outro lado, quando há uma grande entrada de dólares no País, o BC pode adquirir a moeda norte-americana e injetar mais reais na economia para não permitir a queda da taxa de câmbio.