Neste fim de tarde, o juro da T-note de 2 anos caía a 5,161%, o da T-note de 10 anos tinha alta a 4,985% e do do T-bond avançava a 5,108%.
Na visão do Santander, os comentários de Powell apontaram que o Fed deverá optar por manter os juros em novembro, mas ainda há possibilidade de uma elevação da taxa em dezembro. Durante o discurso, as chances de manutenção dos juros dos Estados Unidos em novembro chegaram a 99%, segundo a ferramenta FedWatch do CME Group. No fim da tarde de Nova York, a possibilidade era de 97,2%, ante 93,4% registrado ontem. Já para a reunião de dezembro, a possibilidade de manutenção era de 69,1%, ante 60,8%.
Já segundo o BMO, a fala do presidente da autoridade monetária americana diminuíram a inversão da curta entre o rendimento das T-note de 2 anos e de 10 anos, que atingiram seu nível menos invertido desde setembro de 2022, segundo o banco canadense. “Embora o presidente tenha deixado firmemente sobre a mesa a opção de aumentos adicionais nos juros, ficou explícito que rendimentos mais elevados podem significar que o Fed precisa reforçar a transição de uma alta de juros ativa para a ideia de manutenção, à medida que o mercado de trabalho se aproxima do equilíbrio”.
Sobre o emprego dos EUA, hoje o país apontou que os pedidos de auxílio-desemprego caíram na semana, ante projeção de alta. Na visão da Oxford Economics, se o nível mais elevado de pedidos continuados for sustentado, seria um sinal de que, “embora o mercado de trabalho possa ser caracterizado por poucas demissões, os desempregados têm mais dificuldade em encontrar novos empregos”.
Ainda, a Capital Economics projeta que o rendimento da T-note de 10 anos caia nos próximos trimestres. “Mas revimos em alta as nossas projeções para esse rendimento até ao final de 2025 e pensamos agora que atingirá o seu mínimo cíclico em 2024”.