Lá fora, os ativos americanos ajustam-se para cima, mas os futuros de Nova York recuam, após otimismo da última sexta-feira (1) trazido pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell. Apesar de não ter descartado mais aperto, Powell disse que o BC americano não precisa agir com “pressa” e que a inflação parece estar “na direção correta”.
Os investidores locais também repercutem o boletim Focus e os dados do setor externo do País, divulgados mais cedo. No Focus, as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) subiram levemente para 2023, de 4,53% para 4,54%; e para 2024, de 3,91% para 3,92%; mas seguem em 3,50% para 2025 e 2026. Também a estimativa para o IPCA de novembro passou de 0,28% para 0,29%, mas se mantém em 0,46% para dezembro e em 0,42% para janeiro de 2024. As estimativas para a Selic este ano e no ano que vem seguiram em 11,75% e 9,25, respectivamente.
A projeção para o déficit primário em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) em 2024 segue em 0,80%, acima da meta de déficit zero do governo. Os dados sobre transações correntes apontam déficit de US$ 230 mi em outubro, menor que a mediana (-US% 950 milhões) das projeções de mercado. O resultado é também o melhor para meses de outubro desde 2006, segundo o Banco Central. O investimento direto no país (IDP) somou US$ 3,306 bi em outubro, abaixo do piso das projeções, que iam de US$ 3,90 bilhões a US$ 6,90 bilhões.
O IPCA-pe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,43% em novembro, de 0,30% em outubro, acima da mediana do Projeções Broadcast, de 0,41%, mas dentro do intervalo previsto, de alta de 0,39% a 0,50%. No período de 12 meses até novembro, o índice subiu 3,31%. Dois itens subiram mais: Alimentação (de 0,73% a 1,17%); e Saúde (de alta de 0,71% a um avanço de 0,79%).
As atenções nesta segunda-feira (04) estarão no presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que conduz a LiveBC (14h) e participa de seminário promovido pelo Coaf (16h). Contudo, tanto os dirigentes do BC como os do Fed já estão no período de silêncio que antecede as decisões de política monetária, que serão anunciadas na quarta-feira (06) da próxima semana, dia 13. Amanhã, será publicado o PIB do Brasil no terceiro trimestre e, na sexta-feira, o destaque é o relatório de empregos nos EUA, o payroll de novembro.
Também é monitorada a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Berlim, na Alemanha. Às 9h41 o dólar à vista subia 0,31, a R$ 4,8957. O dólar para janeiro de 2024 ganhava 0,27%, a R$ 4,9080. No exterior, o índice DXY do dólar ante seis moedas rivais tinha alta de 0,11%, a 103,38 pontos. O rendimento da T-Note 2 anos subia a 4,600% (de 4,554% no fim da tarde de sexta-feira); o da T-Note 10 anos estava a 4,252% (de 4,217%); e o do T-Bond 30 anos apontava 4,419% (de 4,406%).