De acordo com a Guide, 2024 será tomado por dois principais assuntos: queda de juros e desaceleração econômica. “Historicamente, momentos de juros baixos foram positivos pro Ibovespa enquanto momentos de baixo crescimento foram negativos. Em nossa visão, esta discussão deve ser intensa no primeiros semestre.
No Brasil, acreditamos que os juros irão continuar em queda por todo 2024″, afirmou a Guide Investimentos, em relatório assinado por Fernando Siqueira. O documento lembra que até o momento, a queda dos juros teve pouco impacto no mercado, “particularmente não vimos entrada de recursos nos fundos de ações e fundos multimercados. Acreditamos que esta situação deve mudar em 2024, com a redução da Selic (taxa básica de juros da economia) para níveis abaixo de 10%, o que deve
ocorrer na reunião de junho”, afirmou a Guide.
Outro ponto destacado pela Guida para 2024 é a redução do volume de ofertas. “Com a redução dos juros em 2019/20, a quantidade de ofertas de ações bateu recorde, o que parece ter influenciado negativamente o desempenho do mercados nos anos seguintes. “O que estamos vendo nos últimos anos (2022/23) é exatamente o inverso: as ofertas de ações ‘secaram'”.
Principais riscos
No Brasil, o Banco Central começou a reduzir os juros em julho. No resto do mundo, particularmente nos países desenvolvidos, os juros ainda estavam subindo no segundo semestre de 2023. chegaram aos países desenvolvidos como EUA, Reino Unido, Zona do Euro.
“Acreditamos que isto deve ocorrer ao longo de 2024. Do lado negativo, o primeiro semestre de 2024 também deve ser marcado pelos riscos de desaceleração econômica. A intensidade e duração da desaceleração ainda é uma incógnita e é um risco para os investimentos em 2024”, explicou a Guide.
“Uma recessão global provavelmente teria impacto negativo no mercado de ações (apesar de gerar uma queda mais rápida nos juros globalmente). O crescimento econômico nos países da OECD (nossa proxy para o PIB mundial) tem sido baixo, mas ainda positivo. Vale destacar que apesar do consenso do mercado atualmente ser de uma aceleração no crescimento, os últimos dados indicam desaceleração e os juros altos observados em 2023 também indicam desaceleração (ou recessão) à frente.”