“Em janeiro de 2024 rebaixamos o Bradesco de neutra para venda, considerando os riscos negativos para o consenso e os desafios estruturais à rentabilidade. Embora o posicionamento do banco continue fundamentalmente o mesmo, as ações recuaram significativamente após os resultados do quarto trimestre de 2023 (-18% versus -1% do Ibovespa e +4% do portfólio do Goldman)”, destacam os analistas Tito Labarta, Tiago Binsfeld, Beatriz Abreu, e Lindsey Shema, em relatório enviado a clientes.
Os analistas mencionam ainda que o guidance (projeções) anunciado pela administração e o plano estratégico do Bradesco para os próximos cinco anos melhora a visibilidade das estimativas de lucro, embora a execução em si permaneça incerta.
Além disso, as mudanças estruturais na cultura e na gestão podem melhorar a competitividade, de acordo com o Goldman, em um cenário em que equilibrar a eficiência e os ganhos de participação no mercado pode ser exigente no curto prazo, especialmente com a concorrência tanto de fintechs quanto de empresas estabelecidas.
O Goldman reitera estimativa de lucro líquido para 2024 inalterada em R$ 18,9 bilhões (alta anual de 16%) para o Bradesco, com retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 11,3%, que corresponde a uma faixa entre o guidance médio e superior fornecido pelo banco. Já a estimativa de lucro líquido para 2025 aumentou 5%, para R$ 23,7 bilhões, implicando em um ROE de 13,2%, segundo o Goldman.