As taxas do T-Bond de 30 anos estavam estáveis após alternarem altas e baixas desde a decisão do Fed. No fim da tarde, perto do horário de fechamento da Bolsa de Nova York, o retorno da T-note de 2 anos recuava a 4,615%, ante 4,692% ontem; o da T-note de 10 anos cedia a 4,276%, ante 4,292%, e o do T-bond de 30 anos marcava 4,451%, nível estável ante o patamar do fim da tarde de terça-feira. Inicialmente, as taxas dos Treasuries chegaram a subir diante das projeções traçadas pelo Fed.
A mediana das projeções para o núcleo do PCE (que exclui itens voláteis, como alimentos e energia) em 2024 subiu de 2,4% para 2,6%. A mediana das projeções para as taxas dos Fed Funds foi mantida em 4,6% no fim do ano, o que implica três cortes de 25 pontos-base. Mas o movimento de alta nos retornos dos títulos não se prolongou diante do tom das declarações de Powell.
O dirigente disse que o BC dos EUA não reagirá com exagero a um único dado de inflação. O dirigente afirmou também que o Fed pretende reduzir o ritmo de redução do seu balanço de ativos em breve. O abrandamento do ritmo de redução dos ativos ajudará a garantir uma transição suave, diminuindo a possibilidade de os mercados monetários passarem por uma tensão, segundo ele.
“Diante da manutenção dos juros por parte do Fomc, da característica do comunicado e das falas de Powell, reforçamos nossa perspectiva de que não haverá queda nos juros na próxima reunião e que o primeiro corte poderá ser levado a cabo em junho”, disse a economista-chefe da CM Capital, Carla Argenta, em mensagem.
Perto das 16h54, a ferramenta FedWatch, do CME Group, seguia mostrando como baixa a probabilidade de haver um corte na taxa de juros nos EUA em maio, enquanto a possibilidade de alívio em junho estava em 74,6%, de 64,7% antes do anúncio da decisão do Fomc. As grandes empresas americanas não estão esperando o início do alívio pelo Fed e já estão tomando empréstimos em um ritmo não visto há anos.
As companhias classificadas com grau de investimento alto emitiram US$ 462 bilhões em dívida até meados de março, segundo o JPMorgan. O montante é o maior desde pelo menos o ano 2000. “É um sinal de que muitos líderes empresariais chegaram a uma perspectiva mais favorável sobre a economia depois de estarem nervosos com uma recessão nos últimos dois anos”, de acordo com o chefe de pesquisa de crédito com grau elevado do banco, Eric Beinstein.