“Seguindo um discurso otimista adotado pela indústria e reforçado pelas nossas verificações de canais, acreditamos que o consenso de mercado (buy side) estabeleceu expectativas mais elevadas, mas que agora são menos prováveis de se materializar devido à atividade mais fraca em março e aos potenciais efeitos no mix de canais”, escreveu Gustavo Troyano. Ainda assim, espera-se que os volumes e receitas por hectolitro do segmento aumentem 2,5% e 3,6%, respectivamente.
Na área internacional, após efeitos pontuais e contábeis na Argentina, a América Latina deverá experimentar uma recuperação sequencial em termos de receitas e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), segundo o banco. No entanto, o cenário macro desafiador persiste e leva a baixas expectativas de volumes.
“A previsão do primeiro trimestre de 2024 pode decepcionar a maioria dos investidores. Embora os resultados trimestrais não devam ser fracos, o trimestre sem brilho pode desencadear uma sensação de que poderia ter sido melhor, especialmente após indicadores sólidos na indústria brasileira de cerveja”, concluem. A casa mantém recomendação neutra para o papel, com preço-alvo de R$ 15, potencial alta de 20,3% ante o fechamento de ontem.
A projeção é de receita líquida de R$ 19,5 bilhões, Ebitda ajustado de R$ 6,5 bilhões e lucro líquido ajustado de R$ 3,2 bilhões para o primeiro trimestre de 2024.