Um dia após o BCE cortar seus juros pela primeira vez desde 2019, como se previa, as atenções se voltam para o relatório de emprego dos EUA, o chamado payroll, que será divulgado no meio da manhã e costuma ter forte influência no rumo dos juros básicos americanos. Por enquanto, continua prevalecendo a aposta de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) começará a reduzir juros em setembro.
Seguindo a linha da presidente do BCE, Christine Lagarde, outros dirigentes da instituição adotaram tom cauteloso nesta sexta-feira em relação a possíveis novos cortes de juros. Em discurso mais cedo, Isabel Schnabel ecoou Lagarde ao dizer que o BCE não pode se comprometer antecipadamente com uma trajetória específica para os juros, visto que a perspectiva da inflação na zona do euro “continua incerta”. O presidente do Banco Central alemão, Joaquim Nagel, por sua vez, disse que o BCE não toma decisões de política monetária no “piloto automático”.
No noticiário macroeconômico, a Eurostat (Gabinete de Estatísticas da União Europeia) confirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,3% no primeiro trimestre de 2024 ante os últimos três meses do ano passado, como já haviam apontado levantamentos anteriores. Na Alemanha, a indústria sofreu uma pequena, mas inesperada queda na produção de abril.
No início da manhã, pelo horário de Brasília, a Bolsa de Londres caía 0,63%, a de Paris recuava 0,74% e a de Frankfurt cedia 0,75%. Já as de Milão, Madri e Lisboa tinham perdas de 0,61%, 0,37% e 1,11%, respectivamente.